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11 fevereiro 2026

Quando Te Conheci

 

Cara, outro dia parei para assistir Quando Te Conheci (que lá fora saiu como Equals). Se você curte aquela ficção científica mais contida, sem explosões a cada cinco minutos, esse filme é um prato cheio. Ele foca muito mais na psicologia e no comportamento humano do que em naves espaciais, o que, para mim, torna tudo mais interessante.

Vou te contar um pouco sobre o que achei e o que você precisa saber antes de dar o play, sem entregar nada da história.

Bastidores e quem deu vida ao filme

O título original é Equals, lançado oficialmente em 2015 lá no Festival de Veneza, mas chegou com mais força nos cinemas em 2016. A direção ficou por conta do Drake Doremus, um cara que já tinha mostrado que sabe filmar relações humanas de um jeito bem íntimo em Like Crazy.

No elenco, temos o Nicholas Hoult (o Silas) e a Kristen Stewart (a Nia). Olha, eu sei que muita gente torce o nariz para a Kristen, mas aqui a atuação dela faz todo o sentido. Como o mundo do filme exige que as pessoas sejam quase robóticas, o estilo dela encaixou como uma luva. Além deles, aparecem nomes de peso como o Guy Pearce e a Jacki Weaver. No IMDb, o filme mantém uma nota equilibrada de 6.0, o que eu acho justo para uma obra que divide opiniões pelo seu ritmo mais lento.

O mundo sem sentimentos de Quando Te Conheci

A premissa é direta: no futuro, a humanidade decidiu que as emoções eram a causa de todos os problemas. Guerras, brigas, crimes... tudo vinha do que a gente sentia. Então, criaram uma sociedade chamada "O Coletivo", onde todo mundo é nivelado. Não tem amor, não tem ódio, não tem nem flerte. É todo mundo vivendo de forma produtiva e neutra.

O problema é quando surge o tal do "SOS" (Switched On Syndrome), que é basicamente quando uma pessoa começa a sentir coisas de novo. É tratado como uma doença terminal. É nesse cenário que o Silas e a Nia se encontram. A narrativa flui bem porque você fica o tempo todo naquela tensão: será que eles vão ser pegos? Como você esconde um sentimento em um lugar onde ninguém sabe o que é sentir?

Visual minimalista e locações de tirar o fôlego

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o visual. Não tem aquele visual sujo de Blade Runner. É tudo branco, limpo, organizado. Para conseguir esse efeito, a produção não usou só tela verde não. As locações de filmagem foram principalmente no Japão (na Ilha Awaji) e em Singapura. Aquela arquitetura futurista que você vê no filme existe de verdade e ajuda muito a passar a sensação de um mundo frio e calculado.

A trilha sonora também merece um destaque. Foi composta por Dustin O'Halloran e Sascha Ring (mais conhecido como Apparat). É uma música ambiente, meio etérea, que te deixa no clima reflexivo do filme. Se você gosta de trabalhar ouvindo algo mais calmo, a trilha desse filme é excelente para deixar no fone.

Curiosidades e o reconhecimento da crítica

Mesmo não sendo um blockbuster de bilheteria, o filme não passou batido. Ele foi indicado ao Leão de Ouro em Veneza, o que já mostra que o nível artístico é alto. Uma curiosidade interessante é que o roteiro foi escrito pelo Nathan Parker, o mesmo cara que escreveu Lunar (Moon), outra ficção científica excelente.

Outro ponto que vale citar: o Nicholas Hoult e a Kristen Stewart ficaram muito próximos durante as gravações, e muita gente diz que a química que você vê na tela veio dessa amizade que eles desenvolveram enquanto rodavam no Japão. Isso transparece, porque mesmo com poucos diálogos, você sente o peso do que está acontecendo entre os dois.

No fim das contas, Quando Te Conheci é um filme para quem quer sentar e observar. Não espere correria. É uma história sobre o que nos torna humanos e se vale a pena viver em um mundo perfeito onde a gente não pode sentir nada.



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