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22 março 2026

Desejo de Matar 5: O Rosto da Morte

 

Se você é fã de um bom cinema de "justiceiro", com certeza já cruzou com a saga de Paul Kersey. Hoje vamos falar de Desejo de Matar 5: O Rosto da Morte, o capítulo que encerrou a jornada épica de Charles Bronson como o arquiteto que decidiu fazer o trabalho que a polícia não dava conta.

Senta aí, pega um café, e vamos analisar se esse fechamento de franquia realmente entregou o que prometeu ou se foi apenas o último suspiro de um ícone.

Qual é o contexto de Desejo de Matar 5?

Lançado em 1994, o filme traz um Paul Kersey mais velho, tentando finalmente levar uma vida sossegada. O título original é Death Wish V: The Face of Death. O cara está em Nova York, vivendo sob proteção de testemunhas e namorando uma estilista de sucesso, Olivia Regent.

Mas, como a sorte nunca sorri por muito tempo para o nosso protagonista, o passado e a violência batem à porta novamente. O ex-marido de Olivia é um mafioso perigoso chamado Tommy O'Shea, que não aceita o fim do relacionamento e começa a aterrorizar a mulher. Quando as coisas passam do limite, Kersey deixa o papel de "bom moço" de lado e volta a usar sua criatividade letal para limpar a área.

Quem está por trás das câmeras e no elenco?

A direção ficou por conta de Allan A. Goldstein. Ele teve o desafio de manter a essência da franquia iniciada por Michael Winner, mas com um orçamento visivelmente mais apertado. No IMDb, a nota reflete bem o cansaço da fórmula: 4.6/10. É uma nota baixa? É. Mas para quem gosta de filmes de ação dos anos 90, tem aquele valor nostálgico que os números não explicam.

No elenco, além do lendário Charles Bronson, temos:

  • Lesley-Anne Down como Olivia Regent.

  • Michael Parks entregando um vilão detestável como Tommy O'Shea.

  • Robert Joy como o capanga Freddie Flakes.

As locações saíram um pouco do eixo comum de Nova York e foram filmadas em sua maioria em Toronto, no Canadá, que serviu de dublê para a Big Apple.

Quais são as curiosidades dos bastidores?

Uma coisa que muita gente não sabe é que este foi o último filme de Charles Bronson lançado nos cinemas. Depois disso, ele só faria alguns filmes para a TV antes de se aposentar. Bronson já estava na casa dos 70 anos e, embora ainda tivesse aquela presença de tela intimidadora, dava para notar que o ritmo era outro.

Outro detalhe interessante: o roteiro tenta trazer um Kersey mais "engenheiro". Em vez de apenas sair atirando como um louco, ele usa métodos bem criativos (e até um pouco exagerados) para eliminar os vilões, como um controle remoto e até um cannoli envenenado. É aquele tipo de criatividade que a gente só aceita porque é o Bronson.

O filme ainda vale a pena hoje em dia?

Sendo bem direto com você: Desejo de Matar 5 é para os fortes. A crítica da época não perdoou a produção barata e o roteiro previsível. O filme sofre com aquela estética de "direto para vídeo", e a violência, que era o choque do primeiro filme de 1974, aqui já parecia um pouco datada.

Por outro lado, existe um mérito inegável em ver Bronson pela última vez em seu papel mais icônico. Ele não tenta ser um super-herói; ele é um homem cansado, mas que ainda possui um código de honra muito claro: mexeu com quem ele ama, o preço é alto. Se você busca uma obra-prima do cinema, vai se decepcionar. Mas, se quer ver um encerramento honesto para um personagem que definiu o gênero de vigilante, vale o play pelo valor histórico.



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