Tava aqui lembrando de quando assisti A Morte te Dá Parabéns pela primeira vez. Sabe aquele tipo de filme que você começa sem dar muito crédito, achando que é só mais um slasher genérico, e acaba se surpreendendo? Pois é. O filme, cujo título original é Happy Death Day, conseguiu pegar aquela fórmula clássica de "loop temporal" — tipo Feitiço do Tempo — e jogar dentro de um suspense universitário que funciona muito bem.
Vou te contar por que vale a pena dar uma chance para esse filme, sem entregar nada da trama, claro.
O que esperar de A Morte te Dá Parabéns?
A premissa é direta ao ponto. Uma estudante universitária chamada Tree Gelbman é assassinada no dia do seu aniversário por uma figura mascarada. O detalhe? Ela acorda no mesmo dia, toda vez que morre. O filme te prende justamente nessa busca de "quem é o assassino?", enquanto ela tenta sobreviver ao próprio aniversário.
Lançado em 13 de outubro de 2017, o longa foi um baita acerto da Blumhouse. Ele não tenta ser um filme de terror profundo ou existencialista; ele quer te divertir. É ágil, tem um humor ácido no ponto certo e não perde tempo com enrolação. Se você curte uma narrativa que mistura investigação com uns sustos bem montados, está no lugar certo.
Os detalhes técnicos: Quem fez e quem está no elenco
O cara por trás da direção é o Christopher Landon. Ele já tinha experiência com a franquia Atividade Paranormal, mas aqui ele trouxe uma estética muito mais colorida e vibrante. A grande estrela, sem dúvida, é a Jessica Rothe. Ela carrega o filme nas costas e faz a transição de "garota insuportável" para "heroína resiliente" de um jeito bem natural.
No elenco, também temos:
Israel Broussard (faz o Carter, o cara legal que tenta ajudar);
Ruby Modine (Lori);
Charles Aitken (Gregory Butler).
No IMDb, o filme ostenta uma nota 6.6, o que é bem sólido para o gênero de terror/comédia. Ele não saiu levando Oscar, mas foi indicado a prêmios de nicho interessantes, como o Saturn Awards e o MTV Movie & TV Awards, o que prova que ele caiu no gosto do público jovem.
Bastidores, trilha e onde o filme foi gravado
Uma coisa que ajuda muito na imersão é o cenário. O filme foi quase todo gravado na Loyola University New Orleans, na Louisiana. Aquela vibe de campus americano que a gente vê nos filmes é bem real ali.
Sobre a trilha sonora, o trabalho ficou com o Bear McCreary. Se o nome te soa familiar, é porque ele é o cara por trás das músicas de God of War e The Walking Dead. A trilha é tensa quando precisa ser, mas também sabe brincar com o tom sarcástico do filme. Um detalhe curioso: a música do toque de celular da protagonista é uma parte icônica do filme, ajudando a ditar o ritmo de cada vez que o dia recomeça.
Curiosidades que você provavelmente não sabia
Sempre gosto de saber o que rolou por trás das câmeras, e esse filme tem uns fatos bem curiosos:
O título original: O projeto quase se chamou Half to Death.
A máscara: O designer da máscara do assassino é o mesmo que criou a máscara de Pânico (Ghostface). Eles queriam algo que fosse assustador, mas que tivesse um rosto de bebê para combinar com o tema de aniversário.
Quase sem parar: A atriz Jessica Rothe aparece em praticamente todas as cenas do filme. O esforço dela foi gigante para manter a energia lá em cima em cada "novo dia".
Sucesso de bilheteria: O filme custou quase nada para os padrões de Hollywood (cerca de 4,8 milhões de dólares) e arrecadou mais de 125 milhões no mundo todo.
Enfim, é um filme honesto. Ele sabe o que é e entrega exatamente o que promete: entretenimento de qualidade sem precisar de roteiros mirabolantes. Se você ainda não viu, prepara a pipoca que é uma excelente pedida para uma noite de tédio.
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