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16 janeiro 2026

A Assassina

 

Se você curte thrillers de ação dos anos 90, provavelmente já cruzou com A Assassina (1993) em alguma lista ou canal de clássicos. Eu revi esse filme recentemente e decidi analisar por que ele ainda mantém um certo status entre os fãs do gênero. Sem enrolação, vamos direto ao que interessa sobre essa produção que tentou americanizar um dos maiores sucessos do cinema francês.

O que esperar de A Assassina e sua premissa

Lançado originalmente como Point of No Return nos EUA, o filme é o remake oficial de Nikita - Criada para Matar, de Luc Besson. A trama acompanha uma jovem problemática que, após um crime violento, recebe uma escolha simples do governo: ou ela morre, ou se torna uma assassina de elite treinada por uma agência ultra-secreta.

Eu vejo esse filme como um produto muito honesto da sua época. O diretor John Badham (o mesmo de Os Embalos de Sábado à Noite) soube dar um ritmo pragmático à história. Lançado em 19 de março de 1993, o longa não perde tempo com sentimentalismo exagerado. É sobre sobrevivência, transformação e a frieza necessária para puxar o gatilho quando mandam.

Direção, elenco e a trilha sonora marcante

O que segura o filme, na minha opinião, é o elenco. Bridget Fonda entrega uma performance sólida. Ela consegue transitar bem da garota rebelde e suja do início para a mulher sofisticada e letal do meio do filme. Ao lado dela, temos Gabriel Byrne como seu mentor (o cara que dá as ordens) e Dermot Mulroney como o interesse romântico que nem imagina com o que ela trabalha.

Um ponto alto que eu preciso destacar é a trilha sonora. O mestre Hans Zimmer assina a composição, trazendo aquela sonoridade sintética e tensa típica dos seus trabalhos nos anos 90. Além disso, as músicas de Nina Simone são fundamentais para a identidade do filme; elas dão um contraste elegante e melancólico às cenas de ação.

Ficha Técnica Rápida:

  • Título Original: Point of No Return

  • Diretor: John Badham

  • Elenco Principal: Bridget Fonda, Gabriel Byrne, Dermot Mulroney, Anne Bancroft e Harvey Keitel.

  • Nota IMDb: 6.0/10 (uma média justa para um remake de ação).

Locações e curiosidades dos bastidores

As filmagens rodaram por lugares variados, o que ajuda a dar escala à história. Passamos por Washington D.C., Los Angeles e o charme clássico de New Orleans. Essa mudança de cenários reflete bem a jornada da protagonista, que sai dos guetos para viver em ambientes de luxo enquanto cumpre suas missões.

Sobre os bastidores, tem umas coisas interessantes que nem todo mundo nota:

  1. O Limpador: Harvey Keitel aparece em um papel curto, mas memorável, como Victor, "O Limpador". Se você achou parecido com o personagem dele em Pulp Fiction ou o estilo de O Profissional, não é coincidência; é um arquétipo que ele domina.

  2. Treinamento Real: Bridget Fonda levou o papel a sério e passou por um treinamento intenso de artes marciais e manuseio de armas para não parecer amadora nas cenas de combate.

  3. Premiações: O filme não foi um "papa-oscar", mas recebeu indicações em prêmios populares da época, como o MTV Movie Awards na categoria de Melhor Sequência de Ação.

Vale a pena assistir hoje em dia?

Se você gosta da estética "noir moderna" do início da década de 90 e prefere uma narrativa mais direta, sem as edições frenéticas de hoje, sim, vale o play. Ele não tenta reinventar a roda, mas executa muito bem a fórmula do thriller de espionagem.

O filme equilibra bem a frieza das operações táticas com o conflito interno de uma mulher que quer uma vida normal, mas sabe que seu passado (e o governo) não vão deixar. É um entretenimento honesto, seco e com uma trilha sonora que, por si só, já vale a experiência.



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