Se você está procurando um romance que foge do óbvio e mergulha de cabeça em uma crítica social pesada, Mundos Opostos (ou Upside Down) é um daqueles achados que merece sua atenção. Assisti ao filme recentemente e, olha, a premissa visual me pegou de um jeito que poucos filmes de ficção científica conseguem.
Aqui, vou te contar por que esse longa de 2012 ainda é um tópico interessante para quem gosta de cinema com conceito.
O conceito visual de Mundos Opostos
A primeira coisa que você precisa entender sobre o filme do diretor Juan Solanas é que ele não é um romance comum. A história se passa em um universo onde dois planetas vivem um sobre o outro, com gravidades opostas. O mundo de cima é rico e explora o mundo de baixo, que é pobre e vive nas sobras.
O título original, Upside Down, traduz muito melhor a sensação de vertigem que a cinematografia passa. Eu, particularmente, achei a construção visual do filme impressionante. É o tipo de obra que usa o cenário para contar a história antes mesmo dos atores abrirem a boca.
Elenco e a química em gravidades diferentes
No centro dessa confusão gravitacional temos Adam, interpretado pelo Jim Sturgess, e Eden, vivida pela Kirsten Dunst. O cara é do mundo de baixo e ela do mundo de cima. Eles se conhecem ainda crianças e a trama gira em torno das tentativas dele de "subir" (literalmente desafiando a física) para reencontrá-la anos depois.
| Informação Técnica | Detalhes |
| Data de Lançamento | 22 de agosto de 2012 |
| Diretor | Juan Solanas |
| Protagonistas | Jim Sturgess e Kirsten Dunst |
| Nota IMDb | 6.3/10 |
A atuação do Sturgess é convincente. Ele passa aquela imagem de um cara obstinado, técnico, que usa a ciência para tentar quebrar as leis do próprio universo. Não espere um drama meloso; é mais sobre a logística e o risco de se estar onde você não pertence.
Bastidores: Trilha sonora e locações
Um ponto que muita gente deixa passar é a trilha sonora. Ela foi composta por Benoît Charest e ajuda muito a criar aquele clima de melancolia e urgência. As músicas não tentam ditar o que você deve sentir, elas apenas acompanham o ritmo visual, o que eu prefiro.
Sobre as filmagens, a maior parte rolou em Montreal, no Canadá. Faz sentido, já que o filme exigiu uma quantidade absurda de efeitos visuais e estúdios preparados para lidar com as cenas de "cabeça para baixo". Mesmo com um orçamento considerável para a época, o filme manteve um ar de produção europeia, mais focada na estética do que em explosões gratuitas.
Premiações e curiosidades que você deve saber
Embora não tenha sido um fenômeno de bilheteria ou um "papa-Oscar", o filme levou o prêmio de Melhor Efeito Visual no Genie Awards (o "Oscar canadense"). É um reconhecimento justo, porque o trabalho de pós-produção aqui é o que segura a barra.
Algumas curiosidades rápidas:
A gravidade no filme segue três regras específicas: a matéria de cada mundo é atraída pelo seu planeta de origem, o peso de um objeto pode ser compensado pela matéria do outro mundo, e após algum tempo, a matéria de mundos diferentes em contato acaba queimando.
O diretor Juan Solanas teve a ideia do filme através de um sonho que teve, onde via duas montanhas, uma em cima da outra.
Muitos críticos comparam a estrutura social do filme com a realidade econômica de várias metrópoles globais hoje em dia.
No fim das contas, Mundos Opostos é um filme para quem gosta de uma boa ideia bem executada visualmente. Não é perfeito, mas entrega uma experiência que foge da mesmice de Hollywood. Se você curte ficção científica com um pé no surrealismo, vale o play.
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