Cara, se você curte ficção científica que não tenta ser um "Star Wars" da vida, mas entrega uma estética suja e uma história pé no chão, precisa conhecer O Legado de Osiris (ou Science Fiction Volume One: The Osiris Child). Assisti faz pouco tempo e a pegada do filme me surpreendeu.
Vou te passar a visão geral do filme, sem enrolação e sem estragar as surpresas, pra você decidir se vale o seu tempo.
O que você precisa saber sobre O Legado de Osiris
O filme foi lançado em 2016 e é uma produção australiana dirigida pelo Shane Abbess. O cara tem um estilo visual bem cru, que lembra muito os clássicos dos anos 80, tipo Mad Max e Aliens. O título original é meio longo, mas entrega a ideia de que o diretor queria criar um universo expandido ali.
No elenco, a gente tem o Kellan Lutz (que muita gente conhece de Crepúsculo, mas aqui ele tá bem mais "casca grossa") e o Daniel MacPherson. A química entre os dois funciona bem: um é um ex-presidiário e o outro é um piloto militar. Eles precisam se unir em um planeta colonizado que tá virando um caos total por causa de um surto biológico.
Nota IMDb: 5.5/10 (Na minha opinião, merecia um 6.5 pela ambição visual).
Trilha Sonora: Composta pelo Brian Cachia. É bem atmosférica, ajuda a criar aquela tensão de "estamos ferrados em um planeta deserto".
Onde o filme foi gravado e os bastidores
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram as locações. O filme foi rodado na Austrália Meridional, em lugares como Coober Pedy e Glendambo. Se você olhar o cenário, faz total sentido: é um deserto real, com aquela poeira que parece entrar na lente da câmera. Isso dá uma autenticidade que o CGI de Hollywood às vezes perde.
Sobre premiações, ele não é um "papa-Oscar", mas levou o prêmio de Melhor Diretor no Screamfest e teve indicações importantes na Austrália, principalmente pelo design de produção e efeitos visuais, que são de tirar o chapéu considerando que o orçamento não foi de centenas de milhões.
Por que vale a pena assistir
A narrativa é dividida em capítulos, o que deixa o ritmo bem fluido. Não tem aquela ladainha sentimental exagerada; o foco é na sobrevivência e no objetivo dos caras. O roteiro é direto: uma empresa poderosa fez besteira em um experimento, monstros foram soltos, e agora um pai precisa resgatar a filha antes que o planeta seja "limpo" (leia-se: explodido) pelo governo.
É um filme de ação com ficção científica que respeita a inteligência do espectador. Os monstros não são apenas bonecos de borracha, eles têm uma presença física pesada na tela.
Curiosidades que você provavelmente não sabia
Se você gosta de detalhes de bastidores, aqui vão alguns pontos interessantes:
Orçamento Independente: O visual parece de filme de 100 milhões de dólares, mas foi feito com uma fração disso. O segredo foi usar efeitos práticos em vez de confiar só no computador.
Universo Expandido: O "Volume One" no título original era uma promessa de sequências. Infelizmente, ainda estamos esperando o Volume Two, mas o primeiro filme fecha bem a sua própria história.
Visual Retrô: O diretor pediu especificamente para que as naves e equipamentos parecessem usados e velhos, fugindo daquele visual futurista limpinho e brilhante.
Se você está procurando algo rápido, com visual imponente e uma pegada de ficção científica clássica, dá uma chance pra esse aqui.
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