Se você está buscando algo que fuja do óbvio, Saltburn é o nome que você precisa gravar. Eu assisti ao filme recentemente e, olha, é difícil sair ileso da experiência. Não é apenas uma história sobre a elite britânica; é um mergulho visceral em obsessão, privilégio e até onde alguém consegue chegar para pertencer a um mundo que não é o seu.
Aqui, vou te contar o que faz esse longa ser um dos mais comentados dos últimos tempos, sem entregar as reviravoltas que fazem o queixo cair.
O que é Saltburn e quem está por trás das câmeras
Lançado oficialmente em 17 de novembro de 2023, o filme carrega o mesmo título original: Saltburn. A direção e o roteiro ficam nas mãos de Emerald Fennell, a mesma que levou o Oscar por Bela Vingança. Ela tem um estilo muito específico de filmar o desconforto, e aqui ela eleva isso ao máximo.
A trama gira em torno de Oliver Quick (interpretado pelo excelente Barry Keoghan), um estudante bolsista em Oxford que se vê hipnotizado pelo carisma e pela beleza de Felix Catton (Jacob Elordi). O elenco ainda conta com nomes de peso como Rosamund Pike e Richard E. Grant, que entregam atuações que misturam o bizarro com o aristocrático de um jeito magnético. No IMDb, o filme sustenta uma nota sólida de 7.0, refletindo bem a divisão de opiniões que ele gera: ou você ama, ou fica perturbado demais para decidir.
A estética impecável e as locações reais
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o visual. O filme foi rodado em uma proporção de tela mais quadrada (1.33:1), o que dá uma sensação de que estamos espiando algo privado, quase claustrofóbico, apesar da imensidão do cenário.
As locações de filmagem são um espetáculo à parte. A maior parte da história se passa na mansão que dá nome ao filme. Na vida real, trata-se de Drayton House, em Northamptonshire, na Inglaterra. O contrato de filmagem exigia que ninguém revelasse a localização exata durante a produção para manter o mistério. É um lugar que parece um labirinto de luxo e decadência, perfeito para o tom da narrativa.
Trilha sonora e o impacto cultural
Não dá para falar de Saltburn sem mencionar a trilha sonora. Ela não serve apenas como fundo; ela dita o ritmo da obsessão. O uso de músicas dos anos 2000 é estratégico e nostálgico.
Sophie Ellis-Bextor: O hit "Murder on the Dancefloor" ganhou uma sobrevida gigantesca e voltou ao topo das paradas graças a uma das cenas finais mais icônicas (e corajosas) do cinema recente.
The Killers e Arcade Fire: Também aparecem para situar o espectador naquela atmosfera de festa universitária que parece não ter fim.
Quanto às premiações, o filme não passou batido. Recebeu diversas indicações ao BAFTA e ao Globo de Ouro, principalmente pelas atuações de Keoghan e Pike, além de ser aclamado pela fotografia técnica.
Curiosidades que você precisa saber
Para quem gosta de ir além da tela, separei alguns detalhes que tornam a obra ainda mais interessante:
Improviso: Algumas das cenas mais comentadas e "estranhas" do filme foram ideia do próprio Barry Keoghan ou surgiram de improvisos no set, com o aval da diretora.
O Labirinto: O labirinto de jardins que aparece no filme foi construído especialmente para a produção, adicionando aquela camada simbólica de "perder-se" na vida dos outros.
Preparação: Jacob Elordi contou em entrevistas que buscou entender a fundo o sotaque e os maneirismos da alta classe britânica para não parecer uma caricatura, o que funcionou muito bem.
Se você curte thrillers psicológicos que não têm medo de ser provocativos e esteticamente perfeitos, Saltburn é obrigatório. É o tipo de filme que você termina de assistir e precisa de uns minutos em silêncio para processar tudo o que viu.
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