A primeira vez que assisti Thor, lá em 2011, confesso que fui com um pé atrás. Misturar Shakespeare, deuses nórdicos e tecnologia alienígena parecia uma receita para o desastre. Mas, no fim das contas, o filme entregou uma base sólida para o que viria a ser o gigante Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).
Se você quer entender como o herói do martelo saiu das lendas antigas para as telas do cinema, separei os pontos principais sobre essa produção que mudou o jogo para a Marvel.
O herói que caiu do céu (literalmente)
O título original é apenas Thor, e a trama foca na jornada de amadurecimento do Deus do Trovão. Expulso de Asgard pelo próprio pai, Odin, ele é enviado à Terra sem seus poderes para aprender uma lição básica: humildade. É um filme de origem clássico, mas com um visual que foge do óbvio.
A direção ficou nas mãos de Kenneth Branagh. Escolha curiosa na época, já que ele é conhecido por adaptar obras de Shakespeare. Mas foi exatamente esse toque teatral e dramático que deu peso à relação conflituosa entre Thor e seu irmão, Loki. O filme estreou nos cinemas brasileiros em 29 de abril de 2011, antecipando o que seria o primeiro grande passo para a formação dos Vingadores.
Quem deu vida aos deuses e humanos
O elenco foi um acerto em cheio. Chris Hemsworth assumiu o manto de Thor, trazendo o porte físico e o carisma necessários. Ao lado dele, Natalie Portman interpreta a cientista Jane Foster, servindo como o nosso guia humano nesse mundo de deuses.
Mas o grande destaque, para muitos, foi Tom Hiddleston como Loki. Ele entregou um vilão complexo, longe daquele clichê de "malvado por ser malvado". Fechando o time de peso, temos Anthony Hopkins como o imponente Odin. No site IMDb, o filme mantém uma nota sólida de 7.0/10, refletindo uma recepção positiva tanto do público quanto da crítica.
Bastidores, trilha sonora e onde tudo aconteceu
A ambientação visual do filme é dividida entre o brilho dourado de Asgard e a poeira do deserto do Novo México, nos EUA. As locações de filmagem incluíram cidades como Galisteu e Santa Fé, que deram aquele ar de cidade pequena americana isolada onde nada acontece — até um martelo cair do espaço.
A trilha sonora foi composta por Patrick Doyle. Ele seguiu a linha épica, usando muitas orquestras para dar a sensação de magnitude que um deus exige. Em termos de premiações, o filme não levou Oscars, mas garantiu troféus em eventos como o Empire Awards (Melhor Revelação para Tom Hiddleston) e o Saturn Awards (Melhor Figurino), provando que o visual do filme realmente impressionou.
Curiosidades que você talvez não saiba
Todo grande filme da Marvel tem suas histórias de bastidores. Aqui estão algumas que valem o registro:
Preparação física: Chris Hemsworth ganhou cerca de 10 kg de músculos para o papel, seguindo uma dieta rigorosa e treinos pesados.
O martelo: Foram criadas várias versões do Mjölnir para as gravações, algumas de borracha para cenas de ação e outras de metal pesado para closes.
Loki quase foi o Thor: Tom Hiddleston originalmente fez o teste para o papel do protagonista. A produção percebeu que ele tinha a energia perfeita, mas para o irmão invejoso.
Conexão direta: O filme faz várias referências ao Gavião Arqueiro e à S.H.I.E.L.D., costurando o universo para o filme dos Vingadores que viria no ano seguinte.
Thor é um filme direto, sem muita enrolação e essencial para quem quer acompanhar a saga da Marvel do jeito certo. É o equilíbrio entre o drama familiar de Asgard e a ação pé no chão da Terra.
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