Olha, se você gosta de filmes de desastre dos anos 90, com certeza já cruzou com Volcano: A Fúria. Recentemente parei para rever esse clássico e, mesmo depois de tanto tempo, a experiência continua sendo quente. É o tipo de cinema direto, que não perde tempo com firulas e entrega exatamente o que promete: o caos urbano no seu estado mais puro.
O dia em que Los Angeles virou um inferno
Lançado em 1997, numa época em que o cinema estava obcecado por forças da natureza, o filme (título original: Volcano) traz uma premissa que parece absurda, mas que te prende pelo realismo visual. Imagine o cenário: um terremoto atinge Los Angeles e, do nada, um vulcão começa a nascer embaixo da cidade.
O diretor Mick Jackson conduz a trama de um jeito bem prático. Não tem aquela enrolação melodramática excessiva; é um filme de gestão de crise. O ritmo é ditado pela urgência de desviar rios de lava que descem pela Wilshire Boulevard como se fossem a coisa mais natural do mundo.
O time por trás da resistência
Para segurar uma barra dessas, o elenco precisava de gente que passasse autoridade. Tommy Lee Jones é o cara ideal para isso. Ele interpreta Mike Roark, o diretor da gestão de emergências. O cara é pragmático, seco e focado. Ao lado dele, temos Anne Heche como a geóloga que tenta explicar o inexplicável.
Direção: Mick Jackson.
Atores Principais: Tommy Lee Jones, Anne Heche, Gaby Hoffmann e Don Cheadle.
Nota IMDb: Atualmente mantém um 5.5/10.
Trilha Sonora: A música ficou por conta de Alan Silvestri, o mesmo mestre por trás de Vingadores e De Volta para o Futuro. Ela ajuda a manter a tensão lá no alto sem ser barulhenta demais.
Bastidores e locações de Volcano
Muita gente acha que o filme foi rodado inteiramente em estúdio, mas a produção foi bem mais ambiciosa. As locações de filmagem envolveram muitos pontos reais de Los Angeles, mas a parte pesada da destruição aconteceu em um set gigantesco montado em um aeroporto desativado em San Bernardino. Eles reconstruíram quarteirões inteiros da cidade para poderem "queimar" tudo com segurança.
Sobre as premiações, o filme não foi exatamente um queridinho do Oscar, mas faturou indicações em premiações técnicas e populares, como o Razzie Awards (pior tendência de filmes de desastre, uma brincadeira da época) e o Blockbuster Entertainment Awards. O foco aqui nunca foi estatueta na estante, mas sim a bilheteria e o entretenimento bruto.
Curiosidades que você talvez não saiba
O que eu acho mais interessante em Volcano são os detalhes de bastidores que mostram como a produção foi complexa para a tecnologia daquela década:
Guerra de Vulcões: Ele saiu no mesmo ano que O Inferno de Dante. Enquanto o concorrente focava em uma cidade pequena, Volcano trouxe o desastre para a metrópole.
Lava de Mentira: Para criar a lava, usaram um composto químico derivado de aditivos alimentares e gelatina para dar a consistência viscosa e o brilho certo.
Realismo Urbano: O filme é famoso por mostrar a destruição de ícones de LA, o que gerou um certo desconforto e fascínio no público local na época.
No fim das contas, Volcano: A Fúria é um sobrevivente do seu gênero. É um filme honesto sobre pessoas comuns tentando resolver um problema impossível com as ferramentas que têm à mão. Se você quer uma diversão sólida, sem precisar pensar demais em teorias científicas complexas, vale o play.
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