Se você gosta de terror e cresceu nos anos 80 ou 90, sabe que o Freddy Krueger não era apenas um vilão; ele era um fenômeno. Mas, depois de um segundo filme meio fora da curva, a franquia precisava de um resgate. Foi aí que surgiu A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos (A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors), lançado originalmente em 27 de fevereiro de 1987.
Para muitos, inclusive para mim, este é o melhor da série depois do original. Ele equilibra o medo com aquela dose de fantasia sombria que definiu o gênero na época.
O retorno de Wes Craven e a direção de Chuck Russell
O que faz o terceiro filme funcionar tão bem é o dedo de Wes Craven, o criador original, que voltou para escrever o roteiro. A direção ficou nas mãos de Chuck Russell, que soube aproveitar o orçamento maior para entregar efeitos visuais que impressionam até hoje.
Diferente do anterior, aqui a história volta para a Elm Street, focando em um grupo de jovens internados em um hospital psiquiátrico. Eles são os últimos filhos dos responsáveis por queimar Freddy vivo anos antes. A sacada de mestre foi trazer Heather Langenkamp de volta como Nancy Thompson, agora uma consultora que ajuda esses jovens a revidarem nos sonhos.
O elenco e a nota que o filme carrega
O elenco é um ponto forte. Além da Nancy, temos um jovem Laurence Fishburne (creditado como Larry Fishburne) e a estreia de Patricia Arquette no cinema, vivendo a protagonista Kristen. É claro que Robert Englund brilha mais do que nunca, começando a dar ao Freddy aquele humor sádico e as frases de efeito que virariam sua marca registrada.
No IMDb, o filme ostenta uma nota sólida de 6.6/10, o que é bem alto para uma sequência de terror oitentista. Ele não levou um Oscar, mas faturou o prêmio de Melhores Efeitos Especiais no Festival de Cinema de Sitges, o que faz todo sentido quando você vê as cenas práticas da produção.
Trilha sonora pesada e os bastidores das filmagens
A trilha sonora é um capítulo à parte. Além da música incidental tensa de Angelo Badalamenti, o filme conta com o hino "Dream Warriors", da banda de hard rock Dokken. É a cara do final dos anos 80: guitarras altas e clipes com o vilão do filme.
Sobre as locações, a maior parte das filmagens externas aconteceu em Los Angeles. O hospital psiquiátrico Westin Hills, que parece um personagem à parte, foi gravado no Point Fermin Park e em locações próximas a San Pedro. Aquela atmosfera claustrofóbica do hospital ajuda muito a passar a sensação de que os personagens não têm para onde fugir.
Curiosidades que talvez você não saiba
Sempre tem aqueles detalhes que a gente só descobre depois de assistir mil vezes. Aqui vão alguns fatos rápidos sobre a produção:
A casa de Elm Street: A famosa casa que aparece nos filmes existe de verdade em Los Angeles (1428 North Genesee Avenue) e é um ponto turístico até hoje.
A cobra Freddy: Aquela cena da "cobra gigante" com a cara do Freddy foi feita com um boneco mecânico enorme que deu um trabalho absurdo para operar.
Sucesso de bilheteria: O filme arrecadou cerca de 45 milhões de dólares, um valor altíssimo considerando o orçamento de 4 milhões. Foi o que consolidou a New Line Cinema como "A Casa que Freddy Construiu".
Se você está procurando um filme que mistura criatividade visual com um vilão icônico, esse aqui é a escolha certa. É terror raiz, sem o excesso de CGI que a gente vê hoje em dia, e com uma história que realmente faz você torcer pelos personagens.
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