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11 janeiro 2026

Madame Teia

 

Eu assisto a muito filme de herói, dos clássicos aos mais obscuros, e confesso que Madame Teia era um daqueles que me deixava com a pulga atrás da orelha antes mesmo de estrear. Se você curte o universo do Homem-Aranha ou apenas acompanha os lançamentos da Sony, com certeza ouviu falar desse longa.

Vou te mandar a real sobre o que esperar dessa produção, sem enrolação e, o mais importante, sem spoilers. Se você está pensando em dar o play ou só quer saber se o falatório todo procede, cola aqui que eu te passo a ficha completa.

A premissa e o elenco estelar

O filme nos apresenta Cassandra Webb, uma paramédica de Manhattan que leva uma vida bem comum até começar a ter visões estranhas do futuro. A pegada aqui é diferente dos filmes de herói tradicionais: não espere ver gente voando e soltando raio laser a cada dois minutos. É mais um suspense psicológico onde a protagonista precisa entender a própria cabeça para proteger três jovens de um vilão misterioso.

O elenco chama a atenção logo de cara. Temos Dakota Johnson (aquela de 50 Tons de Cinza) no papel principal como Cassandra. Ao lado dela, as três jovens protegidas são interpretadas por Sydney Sweeney (a Cassie de Euphoria), Isabela Merced e Celeste O'Connor. O vilão, Ezekiel Sims, é vivido por Tahar Rahim.

A dinâmica tenta focar na construção desse grupo improvável, e ver essas atrizes juntas em tela é, sem dúvida, um dos chamarizes do marketing.

Bastidores: Direção, lançamento e aquela vibe anos 2000

Madame Teia (ou Madame Web, no título original) chegou aos cinemas brasileiros em 14 de fevereiro de 2024, bem no feriadão de Carnaval. A direção ficou na conta de S.J. Clarkson, que já tem experiência com séries de heróis, tendo dirigido episódios de Jessica Jones e Os Defensores.

Uma coisa que eu notei e achei interessante foi a ambientação. A história se passa em 2003, o que dá uma nostalgia engraçada. Você vê telefones de flip, aquelas roupas típicas do início do milênio e uma tecnologia que hoje parece peça de museu.

Isso reflete direto na trilha sonora, composta por Johan Söderqvist, mas recheada de hits pop da época. Pode esperar ouvir "Toxic" da Britney Spears, "Bitch" da Meredith Brooks e "Dreams" do The Cranberries. A música ajuda a vender a ideia de que estamos em uma Nova York pré-Vingadores.

Onde foi filmado: Nova York ou nem tanto?

Aqui entra um detalhe que a gente só descobre fuçando os bastidores. Embora a trama seja super focada em Nova York (Manhattan e Queens), a maior parte das locações de filmagem foi, na verdade, em Boston, Massachusetts.

A produção transformou áreas do distrito financeiro de Boston e bairros como Chelsea e Worcester para parecerem a Nova York de 20 anos atrás. Também rolaram filmagens em uma lanchonete construída em Andover. Além disso, as cenas de floresta no início do filme, que se passam na Amazônia peruana, tiveram locações no México (Chiapas) e algumas cenas adicionais em Nova York mesmo para os planos gerais.

Recepção, nota e curiosidades que você não sabia

Agora, vamos falar do elefante na sala. O filme não foi exatamente um queridinho da crítica. No IMDb, a nota gira em torno de 3.8/10, o que é bem baixo para o padrão do gênero. A recepção foi tão dura que o filme acabou levando alguns "prêmios" no Framboesa de Ouro (o Oscar dos filmes ruins), incluindo indicações nas categorias principais.

Mas, se você gosta de easter eggs, tem coisa boa:

  • Tio Ben Jovem: O ator Adam Scott interpreta ninguém menos que Ben Parker, o famoso Tio Ben, só que numa versão mais jovem e paramédico.

  • Mãe do Peter: A atriz Emma Roberts faz o papel de Mary Parker, que está grávida durante o filme. Sim, o bebê na barriga é o Peter Parker, embora o nome dele nunca seja dito em voz alta.

  • Diferente dos Quadrinhos: Nas HQs, a Madame Teia é geralmente uma senhora idosa, cega e paralisada, sentada em uma cadeira que parece uma teia. O filme optou por contar a origem dela, com uma versão jovem e ativa.

No fim das contas, é um filme que vale assistir mais pela curiosidade de ver como a Sony está tentando expandir esse universo sem o Homem-Aranha, do que pela qualidade do roteiro em si.




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