Assisti a Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões outro dia e me dei conta de como esse filme ainda segura a onda, mesmo décadas depois. Se você cresceu nos anos 90, provavelmente tem uma memória afetiva com essa versão, ou pelo menos com a música tema que tocava em todo lugar.
Vou mandar a real sobre o que faz esse filme ser um clássico do cinema de aventura, sem enrolação e sem aquele papo de crítico de cinema entediante.
O básico sobre Robin Hood: Prince of Thieves
Lançado em 1991, o filme traz Kevin Costner no auge da carreira, logo após o sucesso de Dança com Lobos. O título original é Robin Hood: Prince of Thieves e a direção ficou nas mãos de Kevin Reynolds.
A história a gente já conhece: o nobre que volta das Cruzadas, encontra sua terra devastada pelo Xerife de Nottingham e decide lutar contra o sistema. O elenco é pesado, com Morgan Freeman (Azeem), Mary Elizabeth Mastrantonio (Marian), Christian Slater (Will Scarlett) e o mestre Alan Rickman, que entrega um dos vilões mais icônicos daquela década.
No IMDb, o filme mantém uma nota sólida de 6.9/10, o que é bem justo para um blockbuster de aventura que não tenta ser mais profundo do que precisa.
Trilha sonora e o domínio das paradas de sucesso
Não dá para falar desse filme sem citar a música. A trilha sonora, composta por Michael Kamen, é grandiosa, mas foi a canção tema que roubou a cena.
(Everything I Do) I Do It for You, do Bryan Adams, ficou semanas no topo das paradas mundiais.
O filme recebeu uma indicação ao Oscar justamente por Melhor Canção Original.
Levou o BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante para Alan Rickman, que basicamente carregou o antagonismo do filme nas costas com um humor ácido sensacional.
Onde a magia aconteceu: Locações e curiosidades
Muita gente acha que tudo foi filmado em estúdio, mas a produção usou cenários reais bem interessantes na Inglaterra e na França.
As cenas da floresta de Sherwood foram gravadas em lugares como Burnham Beeches e a famosa Sycamore Gap (aquela árvore isolada que virou ponto turístico e, infelizmente, foi derrubada recentemente). Já as cenas de castelo usaram a imponência de lugares como o Carcassonne, na França.
Algumas curiosidades rápidas:
Sean Connery faz uma participação rápida no final do filme. Ele recebeu 250 mil dólares por dois dias de trabalho e doou tudo para caridade.
Alan Rickman recusou o papel de Xerife várias vezes até que lhe dessem liberdade total para improvisar e alterar suas falas. O resultado foi aquela performance única.
Kevin Costner foi criticado na época por não usar um sotaque britânico, mantendo seu sotaque americano padrão, mas isso não impediu o filme de ser a segunda maior bilheteria de 1991.
Por que vale a pena rever hoje?
Mesmo com os efeitos práticos da época e aquele visual "sujo" medieval, o filme tem um ritmo que muitos blockbusters de hoje perderam. Ele foca na jornada do herói e na construção da equipe de foras-da-lei de um jeito muito fluido.
É um filme de ação raiz, com arco e flecha, lutas de espada e uma pitada de misticismo que funciona bem. Se você quer desligar o cérebro e aproveitar uma boa história de "roubar dos ricos para dar aos pobres", essa versão de 91 ainda é a minha favorita.
Nenhum comentário:
Postar um comentário