Cara, se você curte aquela mistura de ação frenética com uma dose cavalar de autocrítica de Hollywood, precisa parar um pouco para falar de Duro de Atuar (ou Die Hart, no original). Assisti ao filme recentemente e, olha, é uma experiência curiosa ver o Kevin Hart tentando provar que não é apenas o "alívio cômico" baixinho que todo mundo conhece.
Vou te passar a visão geral do que esperar dessa produção sem estragar as surpresas, mas já adianto: é um prato cheio para quem gosta de metalinguagem.
O que é Duro de Atuar e qual a pegada do filme?
A história é simples e direta. O Kevin Hart interpreta uma versão fictícia de si mesmo que está cansado de ser escalado apenas para comédias bobas. Ele quer ser levado a sério como astro de ação, tipo um Tom Cruise ou um Bruce Willis. Para isso, ele aceita o convite de um diretor excêntrico para treinar na "escola de astros de ação" mais radical do mundo.
O filme foi lançado oficialmente em 20 de julho de 2020 (originalmente como uma série curta no finado Quibi, depois editado como longa-metragem). A direção ficou nas mãos de Eric Appel, que soube conduzir bem esse clima de "filme dentro do filme".
O elenco e o peso da nota no IMDb
Além do próprio Hart, o elenco tem nomes que dão um peso legal para a trama. Temos o John Travolta fazendo o instrutor maluco da escola de heróis, e a Nathalie Emmanuel (a Missandei de Game of Thrones) que também entra na dança.
Sobre a recepção da crítica e do público:
Nota IMDb: Atualmente gira em torno de 5.3/10.
Premiações: Não espere um Oscar aqui. O filme faturou algumas indicações ao Emmy na categoria de "Série de Comédia ou Drama de Curta Duração" antes de virar longa.
É aquele tipo de nota que indica um filme "pipoca": não vai mudar a sua vida, mas cumpre o papel de entreter em um domingo à tarde.
Trilha sonora, locações e bastidores
A trilha sonora não tenta ser épica, ela foca mais no ritmo da comédia e em batidas que lembram os filmes de ação dos anos 90. Já sobre as locações de filmagem, a maior parte da produção rolou em Atlanta, Geórgia, que hoje em dia é basicamente o quintal de Hollywood para filmes de ação por conta dos incentivos fiscais.
Algumas curiosidades que valem o registro:
Formato original: Muita gente não sabe, mas ele foi filmado para ser assistido no celular, em episódios de 10 minutos. Por isso o ritmo do filme é tão acelerado.
Treinamento real: O Kevin Hart realmente faz muitas de suas cenas de ação, o que traz uma camada extra de ironia para a piada central do filme.
Por que vale a pena gastar o seu tempo assistindo?
Se você busca um roteiro denso e cheio de reviravoltas filosóficas, passe longe. Agora, se você quer ver o John Travolta sendo bizarro e o Kevin Hart sendo zoado enquanto tenta ser o "fodão", a diversão é garantida. O filme é honesto, não tenta ser mais do que é: uma sátira sobre o ego das celebridades e os clichês do cinema de ação.
É direto ao ponto, sem enrolação e com uma narrativa que flui rápido. No fim das contas, é um bom exercício de autodepreciação do Kevin Hart, e isso, por si só, já vale o play.
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