Se você curte humor ácido e efeitos visuais que, mesmo décadas depois, ainda dão um banho em muito filme atual, A Morte Lhe Cai Bem (Death Becomes Her) é um prato cheio. Assisti ao filme novamente esses dias e é impressionante como a sátira sobre a vaidade e a busca pela juventude eterna continua atual.
Vou te contar por que esse clássico de 1992, dirigido pelo Robert Zemeckis, merece um espaço na sua lista de "preciso ver".
O que faz esse filme ser um clássico cult?
A trama gira em torno de uma rivalidade feminina levada ao extremo. De um lado, Madeline Ashton (Meryl Streep), uma atriz narcisista; do outro, Helen Sharp (Goldie Hawn), uma escritora que perdeu tudo para a rival. No meio desse fogo cruzado, temos o Dr. Ernest Menville, vivido por um Bruce Willis bem diferente do herói de ação que estamos acostumados.
Lançado em 31 de julho de 1992, o filme mistura comédia e fantasia de um jeito meio macabro. A história decola quando as duas personagens tomam uma poção de imortalidade vendida por uma misteriosa socialite (Isabella Rossellini). O problema? Elas descobrem que "viver para sempre" tem um custo estético bem bizarro quando o corpo sofre danos físicos.
Direção, elenco e a trilha sonora de Alan Silvestri
Robert Zemeckis já tinha o nome feito com De Volta para o Futuro, mas aqui ele experimentou com tecnologias que mudariam o cinema. No elenco, a química entre Streep e Hawn é o que carrega o filme. Elas se odeiam com uma elegância e um deboche que são impagáveis.
Já o Bruce Willis entrega uma performance de homem acuado e patético que é sensacional. Tudo isso ganha um tom ainda mais dramático e divertido com a trilha sonora de Alan Silvestri, que sabe pontuar cada momento de suspense cômico com perfeição.
Ficha Técnica Rápida:
Título Original: Death Becomes Her
Nota IMDb: 6.6/10 (uma nota que, na minha opinião, deveria ser maior pelo valor histórico).
Premiações: Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais em 1993. Foi um marco na época.
Locações: Grande parte foi filmada em Los Angeles, incluindo a icônica mansão em Beverly Hills e o Greystone Mansion.
Efeitos visuais que fizeram história (sem CGI exagerado)
O grande trunfo aqui é o visual. Na época, ver pescoços girando 180 graus ou buracos no meio do estômago das personagens era algo de explodir a cabeça. O filme foi pioneiro no uso de pele gerada por computador, algo que pavimentou o caminho para o que Zemeckis faria depois em Forrest Gump.
Mesmo sendo um filme "antigo", a maquiagem e os efeitos práticos envelheceram muito bem. É aquele tipo de produção que não te tira da imersão com efeitos datados; pelo contrário, o exagero visual faz parte da estética da comédia.
Curiosidades que você provavelmente não sabia
Para fechar, separei alguns detalhes de bastidores que deixam a experiência de assistir ainda mais legal:
Meryl Streep se machucou: Durante uma cena de luta com as pás, Goldie Hawn acidentalmente cortou o rosto de Meryl.
A poção existe? O frasco da poção de imortalidade foi reutilizado em outros filmes e hoje é um item de colecionador cobiçado.
Bruce Willis foi a terceira opção: Antes dele, Kevin Kline e Jeff Bridges foram cogitados para o papel do Dr. Ernest. Sorte a nossa que o Bruce aceitou, pois o tom dele ficou perfeito.
A Morte Lhe Cai Bem é um filme sobre a decadência humana embalado em um visual de luxo. É seco, direto e não tenta te emocionar com lições de moral baratas. Se você gosta de ver gente rica se dando mal de um jeito criativo, dê o play.
Nenhum comentário:
Postar um comentário