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27 fevereiro 2026

Resident Evil 6: O Capítulo Final

 

Se você acompanhou a saga da Alice desde 2002, sabe que a jornada foi longa. Em 2017, finalmente chegamos ao Resident Evil 6: O Capítulo Final, que prometeu fechar todas as pontas soltas deixadas pela Umbrella Corporation. Eu assisti ao filme com a expectativa de ver como o Paul W.S. Anderson daria um ponto final em uma das franquias mais lucrativas do cinema baseada em games.

O filme não perde tempo com enrolação. Ele começa exatamente onde o anterior parou, mas com uma pegada muito mais crua e direta. Se você busca entender se vale a pena dedicar seu tempo a esse encerramento, reuni aqui os pontos técnicos e as curiosidades que fazem desse longa um fechamento honesto para o que a série se propôs a ser.

Do que se trata Resident Evil: The Final Chapter?

O título original, Resident Evil: The Final Chapter, já deixa claro que a intenção era não deixar ganchos para continuações imediatas. A história coloca Alice de volta ao lugar onde tudo começou: Raccoon City. A missão é simples no papel, mas suicida na prática. Ela precisa invadir o Colmeia para liberar um antivírus aéreo capaz de exterminar o T-Vírus de uma vez por todas.

O que eu achei interessante nesse roteiro foi o senso de urgência. Existe um cronômetro rodando e, se a Alice não chegar a tempo, o que restou da humanidade será apagado. O diretor Paul W.S. Anderson, que comandou quase toda a franquia, optou por uma estética mais suja e pós-apocalíptica, lembrando um pouco o estilo de Mad Max, o que deu um ar de cansaço e realidade para aquele mundo devastado.

Quem está por trás e na frente das câmeras

No elenco, não tem como falar de Resident Evil sem citar Milla Jovovich. Ela carrega o filme nas costas com a mesma competência de sempre, entregando uma Alice mais desgastada fisicamente. Além dela, temos o retorno de Ali Larter como Claire Redfield, o que traz um bom dinamismo de dupla para a ação.

O vilão principal fica por conta do Iain Glen, que você deve conhecer de Game of Thrones, interpretando o Dr. Isaacs. Ele entrega um antagonista frio e pragmático. O elenco ainda conta com nomes como Ruby Rose e o sul-coreano Lee Joon-gi, que garante ótimas cenas de luta corporal. É um time que funciona bem para um filme de ação frenética, sem exigir grandes performances dramáticas, mas entregando o que o gênero pede.

Bastidores, trilha sonora e onde tudo foi gravado

Uma coisa que pouca gente nota é o trabalho técnico por trás da imagem. A trilha sonora foi composta por Paul Haslinger, que já tinha experiência com a franquia Anjos da Noite. Ele trocou as batidas eletrônicas pesadas dos filmes anteriores por algo mais tenso e atmosférico, que combina com o ambiente de ruínas de Raccoon City.

Sobre as locações de filmagem, a maior parte do filme foi gravada na Cidade do Cabo e em Joanesburgo, na África do Sul. Essa escolha foi certeira. As paisagens áridas e as estruturas industriais abandonadas da região serviram perfeitamente para simular o mundo destruído pela Umbrella, sem depender excessivamente de efeitos digitais para os cenários. Isso dá uma textura mais realista para as cenas de perseguição.

Notas, prêmios e aquelas curiosidades que ninguém conta

Sendo bem direto com você, a crítica nunca foi fã da franquia. No IMDb, o filme mantém uma nota 5.5, o que é comum para filmes de ação pura. Em termos de premiações, o longa não levou nenhum Oscar, mas foi indicado em categorias técnicas de dublês e efeitos em premiações voltadas ao público jovem e de gênero, como o Teen Choice Awards.

Para fechar, separei algumas curiosidades que mostram como a produção foi intensa:

  • Acidente real: A dublê da Milla Jovovich, Olivia Jackson, sofreu um acidente gravíssimo durante uma cena de moto, o que resultou na perda de um braço. O filme é dedicado à resiliência dela.

  • Família no set: A atriz que interpreta a Rainha Vermelha é Ever Anderson, filha da Milla Jovovich com o diretor Paul W.S. Anderson.

  • Bilheteria: Apesar das críticas mistas, o filme foi um monstro comercial, arrecadando mais de 312 milhões de dólares mundialmente, sendo o maior sucesso financeiro da franquia inteira.

No fim das contas, Resident Evil 6: O Capítulo Final entrega o que o fã de ação quer: correria, monstros e uma resolução para a história da Alice. Se você quer desligar o cérebro por duas horas e ver como o mundo acaba (ou recomeça), é uma escolha sólida.



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