Se você cresceu assistindo à Sessão da Tarde, sabe que o príncipe Akeem é praticamente um ícone cultural. Por isso, quando anunciaram Um Príncipe em Nova York 2 (ou Coming 2 America, no título original), a curiosidade foi geral. Eu assisti ao filme com aquela mistura de nostalgia e um pouco de ceticismo, e vou te contar o que você precisa saber sobre essa sequência que levou mais de 30 anos para sair do papel.
O filme estreou direto no streaming no dia 5 de março de 2021, depois que a Amazon comprou os direitos da Paramount. O comando ficou nas mãos do diretor Craig Brewer, que já tinha trabalhado com o Eddie Murphy em Meu Nome é Dolemite. A pegada aqui é clara: honrar o passado enquanto tenta trazer um frescor para a nova geração.
O elenco de peso e a direção de Craig Brewer
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi como conseguiram reunir quase todo mundo do filme de 1988. Eddie Murphy e Arsenio Hall estão lá, não só como Akeem e Semmi, mas também interpretando aqueles vários personagens icônicos da barbearia. É impressionante como a química entre os dois continua funcionando.
Além da dupla dinâmica, o elenco conta com James Earl Jones (o rei Jaffe Joffer), Shari Headley (Lisa McDowell) e a adição de rostos novos como Jermaine Fowler, que vive o filho perdido de Akeem, e Leslie Jones. Mas, para mim, quem rouba a cena é o Wesley Snipes como o General Izzi. Ele traz uma energia cômica que eu não via nele há muito tempo.
Bastidores: Locações reais e um figurino de Oscar
Se você olhar para o palácio de Zamunda e achar que aquilo parece a casa de um magnata do rap, você não está errado. As locações de filmagem foram majoritariamente em Atlanta, na Geórgia, e a mansão do rapper Rick Ross serviu de cenário principal para o palácio real. O lugar é gigantesco e deu a imponência necessária para o filme.
Outro ponto que merece destaque é o visual. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Cabelo e Maquiagem, o que não é surpresa, já que transformar o Eddie Murphy em um senhor judeu de 80 anos exige um trabalho de mestre. A trilha sonora também mantém o nível, misturando clássicos com artistas atuais como Megan Thee Stallion, John Legend e Nile Rodgers. É aquele tipo de música que dita o ritmo certo para uma comédia desse tamanho.
A nota no IMDb e a recepção da crítica
Sendo bem direto com você: a recepção foi dividida. No IMDb, a nota gira em torno de 5.3. Por que isso? Bom, sequências de clássicos absolutos sempre sofrem com a comparação. Muita gente esperava algo revolucionário, mas o filme entrega exatamente o que se propõe: uma homenagem segura e divertida ao original.
Ele não tenta reinventar a roda. É um filme para ver num domingo à tarde, relaxado, sem esperar um roteiro complexo de suspense. As piadas são mais contidas do que as do primeiro filme — que era bem mais "proibidão" por causa da classificação indicativa da época —, mas o carisma dos personagens compensa muita coisa.
Curiosidades que você talvez não saiba
Para fechar o papo, separei alguns detalhes interessantes que notei ou pesquisei sobre a produção:
Figurinos Reais: A figurinista Ruth E. Carter (que ganhou o Oscar por Pantera Negra) foi quem desenhou as roupas. Ela misturou moda africana real com um toque de fantasia de Hollywood.
A idade de James Earl Jones: Ele gravou suas cenas com 90 anos de idade. É uma lenda viva do cinema.
Participações especiais: Fique de olho, porque tem muita gente famosa aparecendo em pontas rápidas, desde Morgan Freeman até astros da música.
O barbeiro: Eddie Murphy continua interpretando o Myron, o barbeiro, mesmo décadas depois, provando que a maquiagem evoluiu absurdamente.
No fim das contas, Um Príncipe em Nova York 2 é sobre legado. Vale o play pela nostalgia e por ver que, mesmo 33 anos depois, o Eddie Murphy ainda sabe como carregar um filme nas costas com um sorriso no rosto.
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