Fui Ver Pusher III: O Anjo da Morte – E a Noite Não Foi Fácil
Fala, pessoal. Quem me conhece sabe que não sou de perder tempo com bobagem, mas quando o assunto é cinema que presta, eu dou um jeito. Recentemente, revisitei um clássico moderno do cinema nórdico de máfia: Pusher III: I'm the Angel of Death. O título já diz muito, mas a experiência é outra história.
Se você está na busca por um filme de máfia sem o glamour de Hollywood, mas com a sujeira e a tensão real do dia a dia, esse aqui é o seu número. E, de quebra, já dou a letra para você encontrar e entender melhor essa pedrada.
O Veterano Milo Enfrenta Seus Demônios
O que pega nesse filme é a inversão de quem está no centro. Nos dois primeiros Pusher, a gente acompanha caras que se afundam na vida do crime. Aqui, a câmera vira para um personagem que já conhecíamos de relance: Milo, o chefão sérvio.
Milo (interpretado pelo monstro Zlatko Burić) não é mais o vilão de fundo. Ele é o protagonista, e a vida dele está um inferno – literalmente. O filme é centrado em um único dia.
O Diretor por trás de tudo isso é Nicolas Winding Refn, o mesmo cara que mais tarde faria Drive. Mas esquece o neon e a trilha synth-pop; aqui, o Refn é cru, rápido e brutal. O filme tem Título Original Pusher III: I'm the Angel of Death e chegou nas telas na Data de Lançamento de 30 de agosto de 2005 na Dinamarca.
Por Dentro do Caos de Copenhague: Locações e Elenco
O filme não te leva para paisagens de cartão-postal. As Locações de Filmagem são o lado B de Copenhague, Dinamarca: cozinhas de restaurantes, apartamentos apertados e armazéns frios. É um cenário perfeito que exala autenticidade e claustrofobia. Você sente o cheiro da comida e do suor.
O Elenco é pequeno, mas a atuação de Burić como Milo é de cair o queixo. Ele não precisou de Premiações gigantes para provar o valor. O cara consegue misturar o chefe de máfia frio com um pai de família (tentando, pelo menos) e um viciado em recuperação que mal consegue parar em pé. Além de Zlatko Burić, o filme conta com Marinela Dekic e Slavko Labović (que repete o papel de Radovan).
Curiosidade: Zlatko Burić, que interpreta Milo, é de fato croata, e a forma como ele fala e se move deu uma credibilidade que poucas produções de máfia conseguem. Ele não está atuando como um chefão do leste europeu; ele é o chefão.
O Som e a Recepção do Submundo
A Trilha Sonora aqui não é para embalar festas. É atmosférica. O som acompanha a tensão e o desespero de Milo. Não espere músicas populares; espere ruídos da cidade, silêncios incômodos e o som de facas batendo na tábua de corte (e não é só para cozinhar). É o tipo de som que te deixa esperando a próxima explosão.
No campo da crítica, o filme não teve a mesma fama do primeiro, mas é frequentemente considerado o melhor da trilogia por muitos críticos pela profundidade dramática. Ele mantém uma Nota IMDb sólida, pairando por volta de 7.2/10, o que, para um filme independente e brutal como esse, é um atestado de qualidade.
Conclusão: Por Que Ver Pusher III
Pra fechar, se você quer ver o lado sem glamour da vida de um criminoso, onde a maior luta não é contra a polícia, mas contra a própria cabeça e a tentação, Pusher III é obrigatório.
Busca: Se você procurar por "Filme de Máfia Sem Glamour", "Melhores Filmes Nicolas Winding Refn" ou "Trilogia Pusher", esse filme sempre aparece no topo.
Intenção: A narrativa de redenção/recaída de Milo é um ímã para quem busca drama de personagem forte.
O filme é uma jornada de um dia em que Milo tenta fazer três coisas: manter a sobriedade, organizar o aniversário da filha e se livrar de um corpo. Nada disso dá certo de um jeito simples.
O veredito é: é um soco no estômago, mas dos bons. Vale cada minuto.
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