Sinceramente, não sou muito de me abrir sobre desilusões amorosas, mas o filme "O Terror das Mulheres" tem um contexto que a gente entende. Ele é um clássico de comédia com o Jerry Lewis que, na moral, vale a pena conhecer.
O título original dele é "The Ladies Man". Lançado lá nos EUA em 28 de junho de 1961, o filme não só foi dirigido pelo Lewis, mas ele também estrela a parada, fazendo o papel do azarado Herbert H. Heebert. A sinopse é simples e é aí que a mágica do Lewis acontece.
A História de um Azarado no Paraíso Feminino
Eu sou Herbert H. Heebert, e logo de cara, levo um pé na bunda da minha namorada, no dia da minha formatura. Um negócio que desanima qualquer um, sabe? Fiquei na pior, jurei que as mulheres tinham acabado pra mim. Aquela dor de cotovelo clássica.
Aí, na busca por um trampo que me tirasse do sufoco, acabei parando em uma vaga de "faz-tudo" em uma mansão gigante em Hollywood. O detalhe? Eu não sabia, mas a dona da casa, Miss Helen N. Wellenmellon (interpretada pela Helen Traubel), transformou o lugar em um pensionato só para atrizes e modelos jovens. E, de repente, lá estou eu, o cara que renegou as mulheres, trabalhando cercado por dezenas delas.
O filme é uma sequência de confusões e gags visuais do Jerry Lewis. Meu personagem, Herbert, tenta se manter "neutro" no meio daquele turbilhão feminino, mas a situação é uma armadilha cômica sem fim. É a famosa comédia física que não precisa de muito diálogo para arrancar a risada.
Elenco e Nota: A Força da Comédia Clássica
O elenco é uma atração à parte, com mais de 60 atrizes no total, incluindo nomes como Kathleen Freeman e o próprio Lewis em mais de um papel, além de participações especiais como a de George Raft. A química é doida, e a energia do Lewis carrega o filme.
Em termos de crítica, "O Terror das Mulheres" não tem a fama dos filmes mais "sérios" do Lewis, mas a galera que curte a comédia física dele, tipo eu, respeita. No IMDb, o filme marca uma nota sólida, na casa dos 7.0/10, o que pra um filme de comédia pastelão dos anos 60, diz muita coisa sobre a qualidade da execução. Se rolar alguma premiação, geralmente é por reconhecimento do trabalho dele como diretor e ator.
Locação e Trilha Sonora: O Palco da Confusão
Um detalhe que se destaca no filme é a locação. Lewis mandou construir um cenário colossal, um tipo de maquete de casa de bonecas em tamanho real, que permitia que ele filmasse vários cômodos da pensão ao mesmo tempo, explorando a ação simultânea de dezenas de personagens. É uma loucura visual que faz a gente se perguntar como ele conseguiu coordenar aquilo.
A trilha sonora tem uma pegada de Jazz, que era o que Lewis curtia. O som acompanha as gags e os momentos de maior confusão, dando o ritmo certo para a comédia. É uma trilha que gruda na cabeça e ajuda a construir aquela atmosfera de Hollywood dos anos 60.
Curiosidade de Bastidor que Você Precisa Saber
A maior curiosidade de "O Terror das Mulheres" é justamente o cenário que mencionei. Aquele set gigante, que ocupava boa parte do estúdio da Paramount Pictures, foi um dos mais caros já construídos para uma comédia da época. O Lewis queria que a câmera pudesse se mover livremente e capturar tudo, e ele conseguiu.
Tem uma cena clássica, sem dar spoiler, que envolve o quarto de Herbert e um beliche que dá o que falar. É um momento que mostra a genialidade do Lewis na comédia física, usando o próprio cenário como um personagem. É o tipo de coisa que mostra o quanto ele se dedicava a fazer o público rir com algo mais do que só piadas.
"O Terror das Mulheres" é um programa para quem quer desligar a cabeça e ver um humor direto, sem frescura. Se a desilusão amorosa bateu por aí, ou se você só quer uma risada garantida, dá uma chance para o Herbert. Afinal, até o cara que fugiu das mulheres teve que aprender a viver no meio delas.
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