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03 fevereiro 2026

A Rosa Venenosa

 

Sentei esses dias para rever alguns suspenses e acabei parando em A Rosa Venenosa. Se você gosta daquela pegada clássica de detetive particular, com narração em off, fumaça e segredos de cidade pequena, sabe do que estou falando. O filme, cujo título original é The Poison Rose, saiu em 2019 e tenta resgatar o clima dos filmes noir dos anos 40, mas com uma cara mais moderna.

Vou te contar o que achei e passar os detalhes técnicos pra você decidir se vale o play.

O time por trás das câmeras e o elenco de peso

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o elenco. Não é todo dia que você vê John Travolta, Morgan Freeman e Brendan Fraser dividindo a mesma história. O Travolta interpreta Carson Phillips, um cara que já foi estrela de futebol americano e agora vive como investigador particular, regado a bebida e jogos de azar. Ele acaba voltando para sua cidade natal no Texas para resolver um caso de desaparecimento que, claro, é muito mais sujo do que parece.

A direção ficou dividida entre Francesco Cinquemani, George Gallo e Luca Giliberto. É um trio curioso para um filme desse tamanho. O longa estreou oficialmente no dia 24 de maio de 2019, nos Estados Unidos. Além dos grandes nomes masculinos, temos a Famke Janssen (a Jean Grey de X-Men) entregando uma atuação bem sólida como uma antiga paixão do protagonista.

O clima técnico: Trilha sonora e locações

Se tem algo que ajuda a segurar a onda de um filme de investigação é o ambiente. A Rosa Venenosa foi rodado em locações bem interessantes, alternando entre Savannah, na Geórgia (que tem aquele visual sulista carregado), e partes em Roma, na Itália. Essa mistura dá um contraste visual bacana para a trama.

A trilha sonora segue o manual do gênero. Tem muito blues e jazz, com aquele saxofone que parece chorar no fundo das cenas. O destaque fica para o trabalho de Marcus Miller, um monstro do baixo que sabe exatamente como criar uma tensão sem precisar de barulho.

No IMDb, a nota atual está na casa dos 4.7. É uma pontuação baixa para muita gente, mas eu vejo como um filme de nicho. Ele não tenta reinventar a roda, ele tenta ser um "comfort movie" para quem curte histórias de crime com ritmo mais lento.

Curiosidades e premiações que ninguém comenta

Muita gente ignora, mas o filme chegou a levar o prêmio Hollywood Social Impact Award no Hollywood Film Awards, focado no impacto da produção e do elenco. Outro ponto que achei curioso é que esse foi um dos filmes que marcou o início do "retorno" de Brendan Fraser para o cinema, antes de ele ganhar o Oscar anos depois por A Baleia. Aqui ele está bem diferente do que estamos acostumados a ver em A Múmia.

Uma curiosidade de bastidor é que o filme é baseado no livro homônimo de Richard Salvatore, que também participou do roteiro. A química entre Travolta e Freeman é o ponto alto, já que eles são amigos na vida real há décadas, mas raramente tinham trabalhado juntos em um projeto com tanto tempo de tela dividido.

Vale a pena investir o seu tempo?

Se você busca uma obra-prima que vai mudar sua vida, talvez não seja esse o caso. Mas se você quer um filme para uma noite de chuva, com uma narrativa direta e sem frescuras, ele entrega o que promete. É um filme sobre passado, escolhas erradas e como o lugar de onde viemos sempre dá um jeito de nos puxar de volta.

A narrativa é fluida e, mesmo sendo um suspense, não tenta te enganar com reviravoltas impossíveis ou efeitos especiais exagerados. É pé no chão, seco e direto ao ponto. Se você curte ver veteranos do cinema fazendo o que sabem de melhor, dê uma chance para A Rosa Venenosa.



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