Missão: Impossível - Acerto de Contas Parte Um: A Missão que Não Pede Permissão
Quando o assunto é cinema de ação e espionagem, meu radar apita sempre que a franquia Missão: Impossível entra em jogo. E com Missão: Impossível - Acerto de Contas Parte Um (Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One), a história não foi diferente. Se você é como eu – fã de adrenalina pura, stunts que desafiam a física e um roteiro apertado –, então já sabe que este filme é um prato cheio.
Eu não vou perder tempo com sentimentalismos, porque aqui o que importa é a eficiência da missão. O novo capítulo, que chegou para botar a concorrência no chinelo, traz o agente Ethan Hunt (interpretado, claro, pelo eterno Tom Cruise) e a Força Tarefa Missão: Impossível (IMF) encarando um inimigo diferente de tudo que já vimos.
Ficha Técnica: Quem Faz Acontecer o Show da Adrenalina
É impossível falar deste filme sem reconhecer quem está no comando. Na cadeira de diretor, temos o veterano Christopher McQuarrie, que já é praticamente sinônimo de excelência na franquia, assinando também o roteiro. A sua parceria com Tom Cruise é a garantia de que as cenas de ação serão épicas e, o mais importante, realizadas de forma prática, sem depender excessivamente de CGI.
O time de atores, além de Cruise, conta com rostos conhecidos e essenciais: Ving Rhames (Luther Stickell), Simon Pegg (Benji Dunn) e Rebecca Ferguson (Ilsa Faust), além de adições de peso como Hayley Atwell (Grace) e Esai Morales (Gabriel). É um elenco de elite que, na minha opinião, eleva o nível da trama.
O lançamento oficial nos cinemas brasileiros aconteceu no dia 13 de julho de 2023, e a crítica especializada e o público não demoraram a reagir. A nota no IMDb está na casa dos 7.7, o que para um filme de ação puro, de um gênero que às vezes é subestimado, é uma pontuação sólida e merecida.
Locações e Trilha Sonora: O Palco da Destruição
Para mim, um filme de espionagem só funciona se as locações forem impressionantes. Não adianta nada ter um espião global se ele só fica rodando no estúdio. Felizmente, McQuarrie levou a sério a ideia de um thriller global.
As filmagens de Dead Reckoning Part One percorreram o planeta, deixando um rastro de cenas memoráveis. Países como Itália (com a clássica perseguição de carros em Roma), Reino Unido, Noruega e Emirados Árabes Unidos serviram de cenário para as acrobacias insanas de Tom Cruise. Ver aquelas paisagens sendo usadas como pano de fundo para a ação dá um peso de realidade que eu valorizo muito.
A trilha sonora, composta por Lorne Balfe, é o que dá o ritmo e a batida do coração ao filme. Balfe já tinha entregado um trabalho excelente em Efeito Fallout e aqui ele retorna com força, garantindo que o tema icônico da franquia ganhe novos arranjos explosivos, amplificando cada momento de tensão e a adrenalina das perseguições. É o tipo de som que eu escutaria na academia.
Curiosidade Rápida: A Realidade por Trás do Perigo
Uma das coisas que mais me impressiona na franquia Missão: Impossível é o compromisso de Tom Cruise em fazer as próprias cenas de ação. Não sou emotivo, mas o que ele entrega é dedicação pura.
A maior curiosidade deste filme, e que virou até peça de marketing, é a cena do base jump de motocicleta. Tom Cruise salta de uma rampa enorme em um penhasco, na Noruega, a mais de mil metros de altura. Detalhe: ele repetiu o salto seis vezes no primeiro dia e fez mais de 13 mil saltos de paraquedas de treino. Ele realmente pula de um penhasco de moto. Não é truque de câmera. Para mim, isso não é loucura, é profissionalismo levado ao extremo.
Por Que Você Não Pode Perder Esta Missão?
Se você busca dois pontos cruciais em um filme de ação – trama que prende e ação impecável – este aqui cumpre a promessa.
O filme se aprofunda na ameaça da Inteligência Artificial (a "Entidade"), um inimigo sem rosto e mais poderoso do que qualquer vilão humano. É um tema moderno e que adiciona uma camada de urgência e relevância à missão. O título original, Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One, já indica que teremos um desfecho bombástico na Parte Dois, mas este primeiro ato é um thriller completo que te deixa grudado na poltrona do início ao fim, sem tempo para piscar.
Eu já vi e recomendo fortemente. Se você quer ver o cinema de ação no seu pico, com cenas que dão um nó no estômago, pode ir sem medo.
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