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25 janeiro 2026

John Wick: Um Novo Dia Para Matar

 

Se você gosta de cinema de ação, sabe que é difícil uma sequência superar o impacto do primeiro filme. Mas, em 2017, John Wick: Um Novo Dia Para Matar (ou John Wick: Chapter 2) chegou para provar que o universo do "Bicho-Papão" era muito maior do que a gente imaginava. Eu assisti ao filme focado na técnica e no ritmo, e o que Chad Stahelski entregou aqui foi uma aula de como expandir uma franquia sem perder a essência.

Neste texto, vou direto ao que interessa sobre essa produção, desde os bastidores até os números que consolidaram o personagem de Keanu Reeves como um ícone moderno.

O time por trás da execução e o elenco

Diferente do primeiro longa, onde dividiu a cadeira com David Leitch, Chad Stahelski assumiu a direção sozinho nesta sequência. O cara veio do mundo dos dublês, então ele sabe exatamente como filmar uma luta sem aqueles cortes frenéticos que escondem a falta de habilidade dos atores. O título original, John Wick: Chapter 2, deixa claro que a história é uma continuação direta, quase sem respiro.

No elenco, além do Keanu Reeves entregando sua melhor forma física, temos retornos importantes como Ian McShane (Winston) e novidades que deram peso à trama:

  • Common como Cassian, um adversário à altura.

  • Ruby Rose fazendo a segurança muda Ares.

  • Riccardo Scamarcio interpretando o vilão Santino D'Antonio.

  • Laurence Fishburne, marcando o reencontro épico com Keanu desde os tempos de Matrix.

Cenários internacionais e uma trilha sonora de respeito

Se no primeiro filme ficamos presos ao submundo de Nova York, aqui a escala aumenta. O filme nos leva para as catacumbas e museus de Roma, na Itália, o que traz uma estética clássica e elegante que contrasta com a violência das cenas. Outras locações incluíram Nova York e partes de Montreal, no Canadá.

Para acompanhar essa jornada visual, a trilha sonora de Tyler Bates e Joel J. Richard é cirúrgica. Ela mistura sintetizadores pesados com batidas que ditam o ritmo das coreografias. É o tipo de som que você coloca para treinar ou dirigir e se sente no controle da situação.

Reconhecimento, notas e premiações

O mercado e a crítica foram generosos, e com razão. No IMDb, o filme mantém uma nota sólida de 7.4, o que é excelente para uma sequência de ação pura. Embora filmes desse gênero raramente apareçam no Oscar, John Wick 2 limpou a área em premiações técnicas e populares:

CategoriaPremiação
Melhor Filme de AçãoGolden Trailer Awards
Melhores DublêsTaurus World Stunt Awards
Melhor Ator em Filme de AçãoNomeação no Critics' Choice Movie Awards

Curiosidades que mostram o esforço real

O que me faz respeitar esse filme é o compromisso com o realismo das cenas de luta. Aqui estão alguns fatos que mostram por que ele parece tão diferente do que vemos por aí:

  • Treinamento intensivo: Keanu Reeves treinou por três meses antes das filmagens. O cara aprendeu judô, jiu-jitsu brasileiro e tiro tático (o famoso "3-gun").

  • 95% de veracidade: Quase todas as cenas de ação foram feitas pelo próprio Keanu. Ele só não fez o que era fisicamente impossível ou envolvia riscos extremos de segurança jurídica para o estúdio.

  • O Lápis: O filme finalmente mostra a lendária história do lápis mencionada no primeiro capítulo. É rápido, brutal e prático.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar é um filme sobre consequências. Ele expande as regras daquele mundo de assassinos, mostra que ninguém está acima da "Cúpula" e entrega um final que deixa qualquer um ansioso para o que vem a seguir. É cinema de ação feito por quem entende do assunto, sem firulas e com muita competência técnica.



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