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26 janeiro 2026

Bliss: Em busca da felicidade

 

Cara, eu tirei um tempo pra rever Bliss: Em busca da felicidade (título original: Bliss) e, olha, o filme é um "nó na cabeça" bem executado. Se você curte ficção científica que não se baseia só em explosões, mas em questionar o que é real, senta aí que a gente precisa conversar sobre essa obra do Mike Cahill.

O que é real em Bliss?

A trama gira em torno do Greg, um cara que parece estar no fundo do poço, e da Isabel, uma mulher que vive nas ruas e jura de pé junto que o mundo caótico onde eles estão é só uma simulação de computador.

O filme brinca o tempo todo com essa dualidade: ou o Greg está tendo um surto psicótico ou ele realmente vive em um paraíso tecnológico e "Bliss" é apenas um experimento. É o tipo de história que te deixa tentando montar o quebra-cabeça até os créditos subirem.

Direção, elenco e números

Lançado em 5 de fevereiro de 2021, o filme traz o Owen Wilson e a Salma Hayek nos papéis principais. É curioso ver o Owen saindo daquela vibe de comédia pura para algo mais denso, e a Salma entrega uma energia caótica que sustenta bem o mistério.

Aqui vão os dados frios para quem gosta de estatística:

  • Diretor: Mike Cahill (o mesmo de Another Earth).

  • Nota IMDb: Atualmente na casa dos 5.4/10. É uma nota que divide opiniões, justamente porque o filme não entrega respostas mastigadas.

  • Premiações: Não chegou a levar grandes estatuetas, mas foi muito comentado nos festivais de gênero pela sua premissa ambiciosa.

  • Locações: As filmagens rolaram entre Los Angeles (aquela parte mais crua e urbana) e a belíssima ilha de Split, na Croácia, que serve como o contraste visual perfeito para o "mundo ideal".

Trilha sonora e a estética visual

A música fica por conta do Will Bates. Ele conseguiu criar uma atmosfera que transita entre o melancólico e o sintético. Sabe aquele som que parece um zumbido eletrônico constante? Ajuda muito a entrar na paranoia do Greg.

Visualmente, o filme é um jogo de contrastes. De um lado, tons de azul e cinza de uma cidade decadente; do outro, a saturação e o brilho da Croácia. É um deleite visual que ajuda a separar (ou confundir ainda mais) as duas realidades propostas pelo diretor.

Algumas curiosidades que você talvez não saiba

Para fechar esse papo, separei uns detalhes que mudam um pouco a perspectiva sobre o filme:

  • A conexão científica: Mike Cahill é fascinado por ciência e filosofia. Ele consultou especialistas para que a parte "tecnológica" da simulação fizesse algum sentido teórico.

  • Sem efeitos pesados: Diferente de Matrix, o filme foca mais na atuação e no ambiente do que em efeitos especiais mirabolantes para mostrar a tecnologia.

  • Metáfora social: Muita gente lê o filme como uma grande metáfora para o vício em drogas, já que o uso de "cristais" é o que faz os personagens transitarem entre os mundos.

Se você está a fim de um filme que não vai te dar todas as respostas e vai te fazer pensar na vida enquanto toma uma cerveja depois, Bliss vale o play. 



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