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08 março 2026

A Era do Gelo: O Big Bang

 

Olha, se você tem crianças em casa ou simplesmente acompanhou a saga do Esquilo Scrat ao longo dos anos, sabe que a franquia da Blue Sky sempre deu um jeito de escalar as confusões. Em A Era do Gelo: O Big Bang (Ice Age: Collision Course), a coisa saiu literalmente do planeta. Assisti ao filme e, independentemente de ser o quinto da série, ele tem aquela dinâmica de "caos controlado" que a gente já conhece.

Para quem busca os detalhes técnicos, o filme estreou nos cinemas brasileiros em 7 de julho de 2016. A direção ficou nas mãos de Mike Thurmeier e Galen T. Chu. No elenco de vozes originais, temos o time de elite: Ray Romano (Manny), John Leguizamo (Sid) e Denis Leary (Diego). No Brasil, a dublagem manteve o nível lá no alto com nomes como Márcio Garcia e Tadeu Mello.

O que acontece quando o Scrat vai longe demais?

Tudo começa, como sempre, com a busca implacável pela noz. Só que dessa vez o Scrat acaba ativando uma nave espacial (sim, você leu certo) e provoca uma série de eventos cósmicos que ameaçam a Terra. O título original faz jus ao enredo: é uma "rota de colisão" com um asteroide gigante que pode acabar com a era glacial de vez.

Enquanto o céu está caindo, o grupo principal lida com problemas mais "terrenos". O Manny está sofrendo porque a Amora quer casar e sair de casa, o Diego e a Shira pensam em ter filhotes e o Sid... bom, o Sid continua sendo o Sid, tentando encontrar um amor em meio ao apocalipse iminente.

Trilha sonora, notas e recepção

Se você liga para a crítica especializada, o filme segura uma nota de 5.7 no IMDb. Não é a maior da franquia, mas cumpre o papel de entretenimento passageiro. No quesito premiações, ele não levou o Oscar, mas foi indicado ao Annie Awards (o Oscar da animação) em categorias técnicas como Design de Produção e Storyboarding.

A trilha sonora é assinada por John Debney, que trouxe uma pegada mais épica para combinar com o tema espacial. Vale destacar a música "Figaro", que embala um dos momentos mais surtados do filme. Sobre as locações de filmagem? Bem, sendo uma animação 100% digital, tudo foi gerado nos computadores da Blue Sky Studios, em Connecticut, nos Estados Unidos.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Mesmo sendo um filme focado no público infantil, existem várias referências escondidas para os mais velhos. Aqui vão algumas:

  • Referência a 2001: A cena inicial com a nave é uma paródia clara de 2001: Uma Odisseia no Espaço.

  • Neil deGrasse Tyson: O astrofísico famoso faz uma "ponta" dublando o personagem Neil deBuck Weasel, uma versão científica dentro da mente do Buck.

  • O fim de uma era: Esse foi o último filme da franquia lançado pela Blue Sky antes do estúdio ser fechado após a compra pela Disney.

Vale a pena assistir hoje em dia?

Sendo direto: se você quer uma obra-prima do roteiro, talvez se decepcione. Mas, se a ideia é relaxar e ver o Sid se estrepar em situações absurdas, o filme entrega o que promete. É uma narrativa fluida, visualmente muito bonita (as cores do espaço e dos cristais são excelentes) e que encerra um ciclo importante para esses personagens que a gente aprendeu a gostar desde 2002.

É o tipo de filme para ver em um domingo à tarde, sem grandes expectativas, apenas para rir das trapalhadas de um esquilo que, por causa de uma semente, mudou a história do universo.



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