Ação Sem Limites: Minha Opinião Sobre o Clássico "O Sobrevivente" (1987)
Quando se fala em cinema de ação da década de 80, a imagem que me vem à mente é uma só: Arnold Schwarzenegger. E um dos filmes que mais representa essa era de músculos, frases de efeito e ficção científica distópica é, sem dúvida, "O Sobrevivente" – ou como eu prefiro, o bom e velho The Running Man.
Se você está buscando uma análise que vá direto ao ponto, sem enrolação, sobre esse marco de 1987, você veio ao lugar certo. Este não é só um filme de ação; é uma crítica social embalada em uma perseguição eletrizante.
Lançamento, Direção e O Título Original
A primeira coisa que me chamou a atenção, ainda na época, foi a premissa. O filme chegou aos cinemas em 13 de novembro de 1987, pronto para balançar o último trimestre daquele ano.
O cara que orquestrou todo esse show de destruição e sátira televisiva foi o diretor Paul Michael Glaser (conhecido por seu trabalho em Starsky & Hutch). Ele conseguiu pegar o tom sério da história original de Stephen King (sim, o livro foi escrito sob o pseudônimo de Richard Bachman) e dar um banho de neon e exagero típico dos anos 80.
A propósito, se você curte o título em português, saiba que o original, "The Running Man", é ainda mais direto e icônico. É o nome do programa de TV mortal que é o coração da trama. Simples, funcional e de alto impacto.
Elenco Impecável e a Nota do Público
Não há "O Sobrevivente" sem o protagonista: Arnold Schwarzenegger, no auge de sua forma, interpretando o policial Ben Richards, forçado a participar do tal reality show sádico.
Mas o filme não se sustenta só com o Arnie. Temos um elenco de peso que complementa perfeitamente a vibe de "TV Barata e Cruel":
Maria Conchita Alonso: Interpretando Amber Mendez, a roteirista que descobre a sujeira por trás do programa. Uma performance sólida.
Richard Dawson: O grande destaque. Ele interpreta o sádico apresentador Damon Killian, e faz isso com uma naturalidade assustadora, já que ele era um apresentador de game show na vida real!
Jesse Ventura e Jim Brown: A dupla de "vilões" do programa, os stalkers, são caras que realmente impõem respeito físico na tela.
E falando em público, um dado que sempre uso para medir a relevância de um filme é a nota do IMDb. "O Sobrevivente" se mantém firme com uma nota de 6.7/10. Um número justo para um filme que entrega exatamente o que promete: ação, crítica e entretenimento.
Trilha Sonora e Onde a Mágica Aconteceu (Locações)
Uma das coisas que mais curto nos filmes oitentistas é a trilha sonora. Em "O Sobrevivente", a música composta por Harold Faltermeyer (o mesmo de Beverly Hills Cop) é a espinha dorsal da ação. O score eletrônico, com aquela batida pulsante, te coloca imediatamente no clima de perseguição e tensão.
E onde essa história futurista e violenta foi filmada? A maior parte da produção se concentrou em Los Angeles, Califórnia. Curiosamente, o cenário principal da área de contenção, o "jogo", foi construído em estúdios e locações industriais por lá. Isso deu à produção um visual de futuro negligenciado e sujo, que casa bem com a distopia que o filme quer passar.
Curiosidades Que Valem a Pena
Todo filme clássico tem seus bastidores curiosos. Separei duas que mostram bem o espírito da produção:
A Conexão do Time: O diretor original do filme, Andrew Davis (de O Fugitivo), foi demitido logo no começo. Foi quando Paul Michael Glaser assumiu. A troca de diretores, no entanto, não impediu o filme de ser um sucesso.
O Livro de King: Embora a premissa seja a mesma, o filme é muito diferente do livro de Stephen King. No livro, a crítica social é mais pesada, o tom é mais sombrio, e a tecnologia é menos exagerada. O filme abraçou a estética cyberpunk e a ação desenfreada de Hollywood, fazendo uma versão mais palatável e comercial.
Se você quer uma dose de nostalgia, ação bruta e um roteiro que, mesmo exagerado, ainda faz pensar sobre a mídia e a sociedade, "O Sobrevivente" é a pedida certa. É um filme que, para mim, nunca envelhece.
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