Se você gosta de filmes de assalto que não tentam reinventar a roda, mas entregam exatamente o que o gênero pede, Carga Preciosa (título original: Precious Cargo) é uma opção que provavelmente já cruzou o seu radar. Eu assisti ao filme recentemente e, sendo bem direto, ele é aquele tipo de ação honesta para quem quer desligar o cérebro e ver uma história de ladrão contra ladrão.
Lançado em 2016, o longa traz aquela dinâmica clássica de submundo do crime, onde ninguém é exatamente santo e a confiança é o artigo mais escasso do mercado.
O que rola na trama de Carga Preciosa
A história gira em torno de Jack, um ladrão profissional que acaba se envolvendo em uma enrascada por causa de Karen, sua ex-namorada e também criminosa. Ela está grávida e falhou em um roubo planejado pelo chefão do crime, Eddie. Para limpar a barra dela e salvar a própria pele, Jack precisa reunir sua equipe para um assalto a um caminhão blindado carregado de diamantes.
O que eu gosto nesse tipo de narrativa é que o roteiro não perde tempo com dramas existenciais. É foco na execução do plano, nas reviravoltas de quem vai trair quem e nas cenas de perseguição. O diretor Max Adams conduz o filme de um jeito prático, focando na movimentação e na tensão do "serviço".
O elenco e quem comanda o show
No elenco, temos Mark-Paul Gosselaar fazendo o papel do Jack. Ele convence como o cara safo que sabe se virar sob pressão. Ao lado dele, Claire Forlani interpreta Karen, entregando aquela aura de mulher perigosa que você nunca sabe se está ajudando ou armando uma emboscada.
Mas o nome que realmente chama atenção no pôster é o de Bruce Willis, que interpreta o vilão Eddie. Naquela fase da carreira onde ele fazia participações menores mas marcantes, Willis entrega um antagonista frio e direto, sem muita cerimônia para eliminar quem cruza o seu caminho. É o tipo de papel que ele faz com o pé nas costas.
Bastidores, trilha sonora e locações
Se você é do time que gosta de detalhes técnicos, a nota do filme no IMDb gira em torno de 4.6. Não é um filme premiado ou que buscou indicações ao Oscar, mas cumpre o papel de entretenimento de catálogo. A trilha sonora, composta por James Edward Barker e Tim Despic, ajuda a manter o ritmo das cenas de ação, embora não seja algo que você vá ouvir no Spotify depois.
As filmagens rolaram principalmente em Gulfport e Biloxi, no Mississippi. As locações de porto e áreas costeiras dão um clima interessante para as fugas de lancha e perseguições à beira-mar, fugindo um pouco do cenário óbvio de grandes metrópoles como Nova York ou Los Angeles.
Curiosidades e o veredito final
Uma curiosidade interessante é que este filme foi baseado em um curta-metragem de 2008, também do diretor Max Adams. Ele gostou tanto do conceito que decidiu expandir a ideia para um longa-metragem anos depois.
Sobre premiações, como eu já mencionei, a prateleira está vazia. O foco aqui foi o mercado de vídeo sob demanda e fãs de ação raiz. Para quem busca um filme de 90 minutos que entrega tiroteio, mulheres fatais e um Bruce Willis mal-encarado, vale a pena dar uma chance em uma noite de tédio.
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