Missão Rankeada: Minha Análise de "007 Contra o Foguete da Morte"
Sou fã do James Bond de carteirinha. Não é só sobre as perseguições e os gadgets; é sobre a experiência completa. E se tem um filme que encapsula bem a era disco e a ficção científica da época, é este aqui. Estou falando de "007 contra o Foguete da Morte" - ou, como você pode conhecer, Moonraker.
Lançado em 27 de junho de 1979, este filme marca a quarta aparição de Roger Moore no papel do espião britânico. É o 11º filme da franquia oficial, e se você está buscando um 007 que te joga para fora da Terra, achou o lugar certo.
De Veneza ao Espaço: A Jornada de Moonraker
O título original do filme, que é o nome da missão e do ônibus espacial roubado, é "Moonraker". A trama começa quando um Moonraker, transportando a bordo um dos maiores avanços tecnológicos dos EUA, desaparece misteriosamente. A missão de 007 é simples: descobrir quem o roubou e por quê.
A direção ficou por conta de Lewis Gilbert, que já era um veterano na franquia, tendo dirigido Com 007 Só Se Vive Duas Vezes e 007 O Espião que me Amava. A experiência dele é notável, especialmente na escala épica que este filme atinge.
No elenco, além de Roger Moore no papel principal, temos Lois Chiles como a Dra. Holly Goodhead (uma cientista da NASA e agente da CIA) e o icônico Michael Lonsdale interpretando o vilão, Hugo Drax. Ah, e o Jaws, o capanga gigante de dentes de metal (interpretado por Richard Kiel), faz um retorno triunfal, provando que é praticamente indestrutível.
Cidades Globais: Locações de Filmagem
A jornada de Bond nos leva por alguns dos cenários mais bonitos do planeta antes de ele ir para o espaço. As locações de filmagem são um show à parte e dão aquela sensação global que só um filme 007 consegue entregar:
Veneza (Itália): As famosas perseguições de lancha nos canais.
Rio de Janeiro (Brasil): As sequências no Pão de Açúcar e na Baía de Guanabara são de tirar o fôlego, um dos pontos altos do filme.
Cataratas do Iguaçu (Brasil/Argentina): Um cenário espetacular para confrontos.
Paris (França): A cena da torre Eiffel é um clássico.
Estúdios Pinewood (Reino Unido): Onde grande parte da magia espacial e dos cenários internos foi criada.
A Trilha Sonora e o Veredito do Público
A trilha sonora foi composta pelo mestre John Barry, que praticamente define o som de 007. A canção tema, "Moonraker", é interpretada pela talentosa Shirley Bassey, que já tinha emprestado sua voz para Goldfinger e Diamonds Are Forever. A música tem aquele clima clássico, mas com um toque dos anos 70, que combina perfeitamente com a ambição sci-fi do filme.
Moonraker é, sem dúvida, o filme mais "fora da curva" de Roger Moore. A aposta foi alta, e isso dividiu um pouco a galera. No IMDb, o filme tem uma nota de 6.3/10, o que, no universo de 007, é considerado mediano. Mas, honestamente? Ele é pura diversão escapista e merece ser visto.
Curiosidades por Trás das Câmeras
A produção deste filme tem algumas curiosidades que valem a pena mencionar e que explicam por que ele foi tão grandioso:
A Corrida Espacial: A decisão de enviar Bond ao espaço foi influenciada diretamente pelo sucesso de Star Wars em 1977. Os produtores viram a febre da ficção científica e não quiseram ficar para trás, decidindo adaptar a parte final do romance original de Ian Fleming para a órbita.
O Homem Mais Alto do Elenco: Richard Kiel (Jaws) só conseguia usar seus dentes de metal por cerca de 30 segundos por vez, pois eram muito desconfortáveis.
Efeito na Indústria: Na época, Moonraker foi o filme mais caro da franquia 007, mostrando o compromisso da produção em criar um visual convincente, mesmo para as cenas em gravidade zero.
Em resumo, se você quer ver James Bond surfando em meio a foguetes e lutando com um cara gigante em pleno Rio de Janeiro, este é o filme. É um clássico dos anos 70 que equilibra a espionagem clássica com a fantasia sci-fi.
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