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30 janeiro 2026

Departamento Q: Em Busca de Vingança

 

Se você curte um bom suspense policial, daqueles que não perdem tempo com firulas, precisa conhecer Departamento Q: Em Busca de Vingança. Eu assisti recentemente e o que me chamou a atenção foi como ele consegue ser seco e direto, sem aquela enrolação típica de Hollywood. O filme, cujo título original é Journal 64, é o quarto capítulo da série baseada nos livros de Jussi Adler-Olsen e, na minha opinião, fecha um ciclo muito bem amarrado entre os protagonistas Carl Mørck e Assad.

Neste texto, vou te contar por que esse longa dinamarquês merece sua atenção, passando pelos detalhes técnicos e algumas curiosidades de bastidores, sem entregar nada que estrague sua experiência.

O que faz esse caso ser diferente dos outros

A história começa com uma descoberta macabra: três corpos mumificados sentados em volta de uma mesa em um apartamento antigo em Copenhague. Tem um quarto lugar vazio esperando por alguém. É o tipo de premissa que já te prende logo de cara. O detetive Carl Mørck, que é aquele cara turrão e de poucas palavras, e seu parceiro Assad, que traz um equilíbrio necessário para a dupla, precisam descobrir quem eram aquelas pessoas e por que foram deixadas ali.

O clima do filme é pesado, mas não de um jeito apelativo. Ele lida com temas reais e sombrios da história dinamarquesa, especificamente sobre o que acontecia em instituições para mulheres "promíscuas" na ilha de Sprogø. É um suspense que te faz pensar sobre o quanto o passado pode ser cruel e como algumas pessoas se acham no direito de decidir o destino de outras.

Quem está no comando e o elenco de peso

O filme foi lançado em outubro de 2018 e traz uma troca na direção. Quem assume o leme desta vez é Christoffer Boe, que deu um toque um pouco mais estético e moderno para a franquia, sem perder a essência sombria que a gente já esperava.

No elenco, temos a química já consolidada entre:

  • Nikolaj Lie Kaas como Carl Mørck.

  • Fares Fares como Assad.

  • Johanne Louise Schmidt como Rose.

Eles interpretam esses personagens há anos, então a entrega é muito natural. Você acredita que aqueles caras trabalham juntos em um porão úmido há uma década.

A atmosfera sonora e as locações reais

Um ponto que me agrada muito em suspenses escandinavos é como eles usam o cenário para contar a história. Grande parte das filmagens aconteceu em Copenhague, mas também houve gravações na Alemanha, em Hamburgo e na região de Schleswig-Holstein. A frieza das paisagens combina perfeitamente com a trilha sonora composta por Mikkel Maltha e Anthony Lledo.

A música não tenta te assustar com barulhos repentinos. Ela é constante, tensa e minimalista. É o tipo de som que te deixa desconfortável sem que você perceba exatamente o porquê.

Números, prêmios e curiosidades de bastidores

Para quem gosta de validar a escolha do filme pelas notas, o longa não decepciona. No IMDb, ele mantém uma média sólida de 7.4, o que é bem alto para o gênero. Além disso, foi um sucesso absoluto de bilheteria na Dinamarca, tornando-se um dos filmes nacionais mais vistos da história do país.

Aqui vão alguns detalhes interessantes sobre a produção:

InformaçãoDetalhe
Título OriginalJournal 64
Data de Lançamento4 de outubro de 2018
Principais PrêmiosVenceu o Robert Award (o Oscar dinamarquês) na categoria de Escolha do Público
GêneroSuspense / Policial

Algumas curiosidades rápidas:

  • Este foi o último filme do Departamento Q com este elenco específico de atores, o que traz um peso de despedida para quem acompanha a série desde o primeiro, A Mulher na Gaiola.

  • O local citado no filme, a ilha de Sprogø, realmente existiu e serviu como um sanatório para mulheres entre 1923 e 1961, o que dá uma camada de realidade bem perturbadora para a trama.

  • O autor dos livros, Jussi Adler-Olsen, teve algumas divergências criativas com a produtora ao longo dos anos, o que levou a mudanças nos direitos de filmagem para os livros seguintes.

Se você está procurando um filme que respeita sua inteligência e entrega uma trama policial sólida, Departamento Q: Em Busca de Vingança é uma escolha sem erro. É direto ao ponto, bem atuado e visualmente impecável.



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