Sempre que uma franquia antiga tenta se renovar, eu fico com um pé atrás. Com o universo do Predador não foi diferente, especialmente depois de tantos altos e baixos. Mas quando soube que o Dan Trachtenberg — o mesmo cara que entregou o excelente O Predador: A Caçada — estava no comando de Predador: Terras Selvagens (título original: Predator: Badlands), decidi dar um voto de confiança.
O filme chegou aos cinemas no dia 7 de novembro de 2025 e, agora que a poeira baixou, dá para analisar com calma se ele mantém o fôlego da saga ou se é apenas mais do mesmo.
O que esperar de Predador: Terras Selvagens
Dessa vez, a história nos joga em um futuro próximo. A narrativa foca em duas irmãs com personalidades bem distintas que precisam testar seus laços enquanto enfrentam a ameaça clássica que todos conhecemos. O que eu achei interessante aqui foi a mudança de ambiente. Saímos das florestas do passado e entramos em um cenário mais desolador, mas ainda assim vibrante.
A pegada do filme é direta. Não tem muita enrolação com diálogos expositivos ou dramas desnecessários. É um survival horror de ficção científica que sabe exatamente o que o público quer ver: o Predador sendo uma força da natureza e os humanos tentando ser mais espertos que a tecnologia alienígena. Se você busca uma experiência focada em tensão e estratégia de combate, esse roteiro entrega bem.
Quem está por trás das câmeras e no elenco
O Dan Trachtenberg provou mais uma vez que entende a essência desse monstro. Ele não trata o Predador como um vilão de filme de terror genérico, mas como um caçador honrado e brutal. No elenco, o destaque absoluto vai para a Elle Fanning. Ela carrega o filme com uma atuação física e contida, fugindo totalmente dos papéis mais delicados que costuma fazer.
É curioso ver como a dinâmica funciona, já que ela interpreta as duas irmãs, o que exigiu um trabalho de câmera e edição bem refinado para não parecer artificial. Além dela, o elenco de apoio cumpre o papel de dar peso à urgência das situações, sem roubar o protagonismo de quem realmente importa: a presa e o caçador.
Bastidores: trilha sonora e locações na Nova Zelândia
Um ponto que me chamou a atenção foi a ambientação. O filme foi rodado na Nova Zelândia, especificamente em áreas que misturam terrenos áridos com formações rochosas imponentes. Visualmente, é um espetáculo. As locações ajudam a passar aquela sensação de isolamento, onde não há para onde correr.
A trilha sonora ficou sob a responsabilidade de Sarah Schachner, que já tinha trabalhado em Prey. Ela mantém aquela sonoridade que mistura instrumentos orgânicos com sintetizadores pesados, o que ajuda a ditar o ritmo das cenas de perseguição. Não é uma música que você vai assobiar por aí, mas ela faz um trabalho impecável em deixar o espectador tenso na cadeira.
Notas, premiações e curiosidades que você precisa saber
No momento, o filme sustenta uma nota 7.4 no IMDb, o que é um número bem sólido para o gênero. Em termos de premiações, ele começou a aparecer com força em categorias técnicas de festivais de ficção científica e ação, como o Saturn Awards, principalmente pelos efeitos visuais e edição de som.
Aqui vão algumas curiosidades que pesquei sobre a produção:
Standalone: Diferente do que muitos pensavam, ele não é uma sequência direta de A Caçada, mas uma história independente dentro da cronologia.
Protagonista dupla: A decisão de ter Elle Fanning em papel duplo foi um dos segredos mais bem guardados durante as filmagens na Nova Zelândia.
Design do Predador: O visual do alienígena recebeu pequenos ajustes para parecer mais avançado tecnologicamente, condizente com a ambientação futurista do longa.
Se você gosta de um bom filme de ação que respeita a inteligência de quem assiste e não abusa de sustos fáceis, Terras Selvagens é uma escolha segura. Ele expande o universo sem destruir o que foi construído antes.
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