Duro de Matar 4.0: John McClane Voltou à Ativa (E Eu Fui Junto!)
Sinceramente, eu já estava achando que a saga Duro de Matar tinha pendurado as chuteiras. Aí, em 2007, eis que John McClane ressurge para chutar a porta de novo. O filme se chama, oficialmente, Live Free or Die Hard (ou só "Duro de Matar 4.0", para nós) e, vou te falar, ele provou que o policial mais azarado e casca-grossa de Nova York ainda tinha lenha para queimar.
Não sou de muita frescura, mas quando o assunto é ação, o meu termômetro é alto. E este aqui entregou o que prometeu.
A Ficha Técnica que Faz o Motor Girar
Não basta ter só tiro e porrada, tem que ter quem comanda e quem está na jogada. É aqui que a gente entende o time que botou a adrenalina no máximo:
| Detalhe | Informação |
| Data de Lançamento | 27 de Junho de 2007 (EUA) |
| Diretor | Len Wiseman |
| Elenco Principal | Bruce Willis (John McClane), Justin Long (Matt Farrell), Timothy Olyphant (Thomas Gabriel) |
| Nota IMDb (Atualizada) | Média de 7.1/10 |
O diretor Len Wiseman (o cara por trás de Anjos da Noite) pegou o bastão e, na minha opinião, soube respeitar a pegada do McClane. Ele modernizou a ação, mas manteve a essência: um sujeito comum (com reflexos de super-herói, claro) contra um plano grandioso.
Hacker, Terrorismo Digital e o Cenário de Guerra
A trama dessa vez é pura modernidade. Esquece o terrorista clássico com explosivos. Aqui, o vilão, Thomas Gabriel (interpretado por Timothy Olyphant), é um hacker boladão que decide desmontar a infraestrutura dos EUA, começando por semáforos e serviços básicos, e escalando para a rede elétrica e o sistema financeiro. É o chamado "ciberterrorismo".
Eu, como espectador, gostei da sacada. Colocou o bom e velho McClane, um dinossauro da polícia, no meio de um cyber-apocalipse. Ele tem que se virar no braço enquanto a tecnologia é usada como arma.
É nesse ponto que entra o Justin Long (o "Mac" dos antigos comerciais da Apple), fazendo o hacker Matt Farrell. A dupla improvável — o brucutu das antigas e o garoto dos computadores — é o tempero do filme, gerando boas tiradas e a dose certa de humor seco.
Onde a Ação Aconteceu: Locações de Filmagem
A maioria das cenas foi rodada na Califórnia, principalmente em Los Angeles. Isso garantiu aquela estética americana clássica que a gente já espera do filme. Mas, para dar o toque de caos e realismo, a equipe usou muito os sets da Fox Studios e locações nos arredores, transformando ruas comuns em zonas de combate.
Não tem como negar, a escala das explosões e a destruição de cenários como pontes e viadutos é o ponto alto. Você sente o peso das cenas de ação.
A Trilha Sonora: Aumente o Volume da Adrenalina
Para mim, a trilha sonora em filmes de ação é o que injeta a adrenalina direto na veia. E o Duro de Matar 4.0 não decepciona. A trilha oficial foi composta pelo Marco Beltrami, um veterano que sabe como criar tensão.
Ele pega o tema clássico da franquia e dá uma roupagem mais pesada e contemporânea, perfeita para as perseguições em alta velocidade e os tiroteios. É aquele tipo de música que você ouve e já se prepara para a próxima batida. É trilha sonora que te mantém grudado na poltrona.
Curiosidades de Bastidores
Para fechar, umas informações de bastidores que eu acho bacana saber:
O Título Polêmico: O título original (nos EUA) faz uma referência à frase de New Hampshire: "Live Free or Die". Mas, para evitar a classificação indicativa muito alta (R), o estúdio cogitou usar o termo "Die Hard" em letras minúsculas no título. No final, eles mantiveram o "Live Free or Die Hard" e o filme conseguiu ser classificado como PG-13 (não R), o que o tornou acessível a um público maior — embora tenha gerado críticas dos fãs mais antigos que queriam a violência crua dos primeiros.
A "Máscara" Digital: Devido à classificação PG-13, a famosa frase de efeito de John McClane, "Yippee-ki-yay, Motherf***er!", foi editada em alguns momentos da versão para o cinema. O som foi cortado ou a frase foi abafada por efeitos sonoros, para não chocar a audiência mais jovem. A versão Unrated (sem cortes) é que trouxe a frase completa de volta.
Duro de Matar 4.0 é um filme que cumpre o que promete: ação desenfreada, um vilão decente e o Bruce Willis fazendo o que sabe de melhor — salvar o dia reclamando e sendo atingido por destroços. Se você curte o gênero e quer ver uma pancadaria de primeira, pode apertar o play.
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