Se você curte um suspense que não tenta reinventar a roda, mas entrega uma atmosfera bem construída, provavelmente já ouviu falar de Jogo Perfeito (Poker Face). Eu assisti ao filme recentemente e, sinceramente, ele é aquele tipo de produção que prende mais pelo clima do que por explosões a cada cinco minutos.
Aqui vou te contar o que achei e passar os dados técnicos pra você decidir se vale o seu play, sem entregar nada da história.
O que está por trás de Jogo Perfeito (2022)
O filme, lançado em novembro de 2022, é um projeto bem pessoal do Russell Crowe. Além de ser o protagonista, ele também assina a direção. O título original é Poker Face, o que faz muito mais sentido quando você entende a dinâmica do roteiro, focado em um bilionário da tecnologia que convida seus amigos de infância para uma partida de pôquer com apostas altíssimas.
O elenco é sólido. Além do Crowe, temos o Liam Hemsworth, o RZA (que traz um peso legal pra tela) e a Elsa Pataky. É um grupo que convence como velhos amigos que guardam segredos pesados entre si. Não espere atuações dignas de Oscar, mas o trabalho é honesto e direto ao ponto.
A estética visual e a trilha sonora
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi onde o filme foi rodado. As locações de filmagem são sensacionais, a maioria em New South Wales, na Austrália. Tem umas cenas em Kiama e em Sydney que dão um ar de isolamento luxuoso que combina muito com a proposta do roteiro.
A trilha sonora, composta por Antony Partos e Matteo Zingales, segue essa mesma linha. Ela é contida, não tenta ditar o que você deve sentir, mas mantém uma tensão constante no fundo. É o tipo de som que você quase não percebe, mas se tirasse, o filme perderia metade da graça.
O que dizem os números e as premiações
Se você é do tipo que só assiste filme baseado em nota, a nota no IMDb de Jogo Perfeito gira em torno de 5.2. É uma avaliação mediana, eu sei, mas acho que o público foi um pouco rigoroso demais. Ele cumpre o papel de entretenimento de fim de noite.
Em termos de premiações, o filme não chegou a levar grandes estatuetas para casa. Ele passou mais pelo circuito comercial e de streaming sem a pretensão de ser um "papa-prêmios". É uma obra de gênero, feita por um diretor que sabe como contar uma história de vingança e lealdade sem firulas.
Algumas curiosidades sobre os bastidores
O que eu achei mais curioso sobre a produção foi o contexto das filmagens:
Filmagem na pandemia: A produção foi interrompida algumas vezes devido a surtos de COVID-19 na equipe na Austrália.
Russell Crowe multifunções: Ele assumiu o roteiro e a direção meio que no susto, reformulando muita coisa para que o filme tivesse a cara dele.
Arte de verdade: Muitas das obras de arte que aparecem na mansão do personagem principal são peças reais e valiosas, usadas para dar aquele tom de "bilionário excêntrico".
Se você busca um thriller psicológico com um ritmo mais cadenciado e uma narrativa masculina bem direta, vale a pena dar uma chance. Não vai mudar a sua vida, mas é um exercício interessante de direção do Russell Crowe.
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