Pesquisar este blog

26 fevereiro 2026

Resident Evil 3: A Extinção

 

Se você acompanhou a saga de Alice nos cinemas, sabe que o terceiro capítulo foi um divisor de águas. Enquanto os dois primeiros filmes ficavam presos aos ambientes fechados de Raccoon City, Resident Evil 3: A Extinção (ou Resident Evil: Extinction, no título original) decidiu colocar o pé na areia e mostrar que o fim do mundo é bem mais ensolarado e vazio do que a gente imaginava.

Assisti ao filme na época do lançamento, em setembro de 2007, e a mudança de tom foi nítida. Saímos do clima de terror claustrofóbico para uma pegada de "estrada", quase um Mad Max com zumbis. O diretor Russell Mulcahy, que tem no currículo o clássico Highlander, trouxe uma estética de deserto que deu um fôlego novo para a franquia, mesmo que o foco tenha mudado bastante em relação aos jogos.

O elenco e a ficha técnica de A Extinção

Para quem gosta de números e nomes, o filme mantém a base que funcionou antes. Milla Jovovich volta como Alice, mas agora ela não é apenas uma sobrevivente, é praticamente uma força da natureza. Ao lado dela, temos a volta de Oded Fehr como Carlos Oliveira e a estreia de Ali Larter no papel de Claire Redfield, uma das personagens mais icônicas dos games que finalmente deu as caras nas telonas.

O vilão da vez é o Dr. Isaacs, interpretado pelo sempre competente Iain Glen (o Jorah Mormont de Game of Thrones). Na nota do IMDb, o filme sustenta um 6.2 de 10. Não é uma obra de arte do cinema cult, mas para quem busca entretenimento de ação e ficção científica, ele entrega o que promete sem enrolação.

Locações de filmagem e o visual do deserto

Uma coisa que muita gente não sabe é que, apesar de a história se passar no deserto de Nevada, nos Estados Unidos, as filmagens aconteceram quase inteiramente no México. Lugares como Mexicali e San Felipe serviram de cenário para criar aquela imensidão de areia que engoliu a civilização.

Esse visual árido ajudou muito na fotografia do filme. Ver as ruínas de Las Vegas cobertas pela areia é uma das imagens mais marcantes da trilogia inicial. Esse esforço visual rendeu ao filme algumas indicações a prêmios de gênero, chegando a vencer o Scream Award de Melhor Filme de Ficção Científica em 2008.

Trilha sonora e a pegada sonora do filme

A música aqui faz um trabalho honesto de manter a tensão. A trilha sonora foi composta por Charlie Clouser, que você deve conhecer pelo trabalho em Jogos Mortais. Ele traz uma mistura de sons industriais com batidas pesadas que combinam muito com a correria no deserto.

Diferente dos filmes anteriores que usavam muito Nu Metal e bandas de rock pesado da época, a trilha de Clouser é mais atmosférica, focando no isolamento e na hostilidade do ambiente. É o tipo de som que você não percebe o tempo todo, mas que ajuda a ditar o ritmo frenético das cenas de luta.

Curiosidades que cercam o terceiro filme

Existem alguns detalhes de bastidores que deixam a experiência de rever o filme mais interessante. Por exemplo, a cena dos corvos, que é uma das melhores do longa, exigiu um trabalho imenso de efeitos práticos e digitais para parecer real. Outro ponto curioso é que este foi o primeiro filme da série a mostrar abertamente que o vírus T não afetou apenas os humanos, mas destruiu o ecossistema do planeta inteiro.

Além disso, a produção teve que lidar com tempestades de areia reais durante as gravações no México, o que acabou ajudando no realismo das cenas, apesar de ter atrasado o cronograma algumas vezes. Se você reparar bem, o desgaste das roupas e dos veículos parece muito autêntico, e o motivo é esse contato direto com o ambiente hostil.

No fim das contas, Resident Evil 3: A Extinção é um filme direto ao ponto. Ele expande o universo, apresenta novos poderes da protagonista e prepara o terreno para o que viria a seguir. Se você quer uma tarde de ação sem precisar pensar em tramas complexas, ele ainda é uma ótima pedida.



Nenhum comentário:

Postar um comentário