Cara, se tem um filme que define o que é um "blockbuster de verão", esse filme é Independence Day. Eu lembro que, na época, o impacto visual daquilo foi um negócio absurdo. Mesmo décadas depois, ele continua sendo aquele porto seguro pra quando você quer sentar no sofá, desligar o cérebro e ver a humanidade se unindo pra chutar o traseiro de alienígenas folgados.
Vou te contar por que esse clássico de 1996 ainda segura a onda e o que faz dele uma peça tão icônica do cinema de ficção científica.
O espetáculo visual de Roland Emmerich
O filme, cujo título original é Independence Day (ID4 para os íntimos), foi lançado no dia 3 de julho de 1996. Na cadeira de diretor estava o Roland Emmerich, um cara que a gente sabe que tem um fetiche por destruir o mundo das formas mais grandiosas possíveis. E aqui ele acertou a mão.
O elenco é um dos grandes acertos. Você tem o Will Smith no auge do carisma como o Capitão Steven Hiller, o Jeff Goldblum sendo o gênio excêntrico que a gente adora (David Levinson) e o Bill Pullman entregando um dos discursos mais motivadores da história do cinema como o Presidente Whitmore. É o tipo de química que faz você acreditar que aquela galera realmente conseguiria salvar o planeta com um laptop e um caça.
A trilha sonora e os bastidores das locações
Um filme desse tamanho não seria nada sem uma música que fizesse o seu peito estufar. A trilha sonora, composta por David Arnold, é épica. Ela guia a tensão desde o silêncio das sombras das naves cobrindo as cidades até as fanfarras militares das batalhas aéreas.
Sobre onde as câmeras rodaram, as locações de filmagem variaram bastante. Muita coisa foi feita em estúdio na Califórnia, mas eles também usaram o deserto de Utah (nas Salinas de Bonneville) para as cenas de voo e perseguição, além de passagens em Nova York e Washington, D.C. para dar aquele senso de realismo urbano antes de tudo explodir.
Premiações e o veredito do público no IMDB
Se você olhar a nota no IMDb, ele sustenta um respeitável 7.0. Pode parecer pouco perto de dramas profundos, mas para um filme de invasão alienígena focado em ação, é uma pontuação muito sólida. O público reconhece o valor do entretenimento puro que ele entrega.
No quesito premiações, o filme não passou em branco. Ele levou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, o que é mais do que justo. Aquela cena da Casa Branca sendo incinerada se tornou um marco cultural imediato. Além disso, faturou diversos prêmios técnicos e de som em outras premiações da indústria, consolidando-se como uma referência tecnológica na época.
Curiosidades que você talvez não saiba
Para fechar o papo, separei alguns detalhes de bastidores que mostram como a produção foi interessante:
O título: A produção teve que lutar pelo nome "Independence Day" porque os direitos pertenciam à Warner Bros. Por um tempo, o marketing usou apenas "ID4".
Modelos reais: Antes da computação gráfica dominar tudo, o filme usou muitos modelos em miniatura. A explosão da Casa Branca foi feita com um modelo físico explodido de verdade.
O apoio militar: O exército dos EUA inicialmente ia ajudar na produção, mas desistiu porque os produtores se recusaram a remover as referências à Área 51 do roteiro.
O discurso: A cena do discurso do presidente foi gravada em frente a um hangar que pertenceu a Howard Hughes.
No fim das contas, Independence Day é sobre sobrevivência e aquela união improvável. É um filme que não tenta ser mais inteligente do que precisa, e é exatamente por isso que funciona tão bem até hoje.
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