Por Que "Across the Universe" é Mais do que um Musical
🎥 A Primeira Vez que Vi um Filme Cantar os Beatles
Sempre fui o cara que prefere a trilha sonora ao invés da história em si, e foi essa mentalidade que me levou ao "Across the Universe". Na época, outubro de 2007, confesso que entrei na sala de cinema mais pela promessa de ouvir 33 músicas dos Beatles (sim, 33 faixas!) do que para acompanhar a trama.
O filme não é apenas um musical; é uma viagem visual e sonora ambientada nos anos 60. É sobre um jovem chamado Jude, que sai de Liverpool e vai para Nova York, onde se envolve com a cena cultural e política da época. O diretor, Julie Taymor, fez um trabalho que eu classifico como ousado. Ela transformou canções clássicas em números que, mesmo que você não curta musicais, é impossível ignorar a criatividade e a energia.
Ficha Técnica Rápida:
Título: Across the Universe
Lançamento: Outubro de 2007 (Brasil)
Direção: Julie Taymor
Gênero: Musical, Romance, Drama
Os Talentos na Tela e a Trilha Sonora Imbatível
Se você está procurando rostos famosos, "Across the Universe" entrega um elenco que, talvez, você não conheça pelo nome, mas que manda muito bem no quesito vocal. Os protagonistas Jim Sturgess (o tal Jude) e Evan Rachel Wood (como Lucy) têm uma química convincente. O que mais me impressionou foi a capacidade deles de segurar o peso de clássicos como “Come Together” e “I Want To Hold Your Hand”. Eles não tentam imitar os Beatles; eles re-interpretam a obra.
E não posso deixar de citar as participações especiais. Ver lendas como Joe Cocker e Bono (do U2) cantando clássicos em cenas inesperadas é um baita presente para quem é fã de rock.
Para os números, a produção se movimentou bastante. Grande parte das filmagens rolou em Nova York, é claro, mas muitas cenas foram capturadas em estúdios em Londres e em Liverpool, para dar aquele toque autêntico à história do nosso protagonista inglês.
Minha Experiência Sincera: Nota IMDb e Curiosidades
Como eu disse no começo, o filme é uma experiência, e as avaliações no geral refletem isso: o longa se mantém com uma nota de 7.3/10 no IMDb. Pra mim, é uma nota justa. A história é interessante, mas o que realmente carrega o filme nas costas é a trilha sonora – que, aliás, foi indicada a vários prêmios.
A curiosidade que mais gosto de contar é sobre o nome dos personagens: Jude, Lucy, Maxwell, Sadie, Prudence, e por aí vai. Se você for um observador atento (ou um fã de carteirinha dos Beatles), vai sacar na hora que todos os nomes são inspirados em canções do quarteto de Liverpool. É um detalhe que mostra o carinho e a imersão da equipe no universo das músicas.
Vale a Pena Assistir "Across the Universe"? A Conclusão.
Se você gosta de música dos Beatles, de filmes com uma pegada artística forte e de produções que tentam ser mais ambiciosas do que um musical tradicional, a resposta é sim, vale a pena.
"Across the Universe" é o tipo de filme que você coloca para assistir em um fim de semana, com o volume no máximo, e deixa a música te levar. Não é um filme para pensar demais, é um filme para sentir a energia dos anos 60 e a força atemporal da música dos Beatles. Para quem curte uma produção visualmente marcante e uma trilha sonora que dispensa apresentações, este filme é um prato cheio.
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