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18 fevereiro 2026

Thomas Crown: A Arte do Crime

 

Sempre que me perguntam sobre filmes de assalto que realmente valem o tempo, Thomas Crown: A Arte do Crime (ou The Thomas Crown Affair) é o primeiro que me vem à cabeça. Não é aquele tipo de filme com explosões por todos os lados ou perseguições genéricas. É um jogo intelectual. Eu gosto de como ele trata o crime como uma forma de arte e o tédio de um bilionário como o motor de tudo.

Lançado em 6 de agosto de 1999, o filme é um remake de um clássico de 1968, mas, honestamente, Pierce Brosnan e Rene Russo entregam uma química que o original rala para acompanhar. Se você procura sofisticação e um roteiro que não te trata como idiota, esse é o plano perfeito para o sofá hoje à noite.

O bilionário que decidiu roubar por esporte

A trama gira em torno de Thomas Crown, interpretado por Pierce Brosnan. O cara tem tudo: dinheiro, influência e sucesso. O problema? Ele está entediado. Para se sentir vivo, ele planeja e executa o roubo de um quadro de Monet em pleno Museu Metropolitano de Arte de Nova York. Sem armas, sem violência, apenas pura inteligência.

É aí que entra Catherine Banning (Rene Russo), uma investigadora de seguros que é tão sagaz quanto ele. O filme vira uma caça de gato e rato onde você nunca sabe quem está seduzindo quem. O diretor John McTiernan — o mesmo de Duro de Matar — trocou a ação bruta por uma tensão elegante que funciona muito bem. No IMDb, o filme mantém uma nota respeitável de 6.8, o que eu acho até baixo para a qualidade técnica que ele entrega.

Bastidores, trilha sonora e o visual impecável

Um dos pontos altos para mim é a trilha sonora. A música "Sinnerman", da Nina Simone, é usada de um jeito magistral na cena do museu. Dá um ritmo hipnotizante para a sequência. Além dela, o compositor Bill Conti criou uma atmosfera que mistura o clássico com o moderno de um jeito muito fluido.

Visualmente, o filme é um deleite. As locações de filmagem ajudam muito:

  • Nova York: A energia urbana e o glamour dos escritórios de Manhattan.

  • Martinica: As cenas na ilha trazem um contraste solar e luxuoso que dão respiro à trama.

Embora não tenha sido um "papa-Oscars", o filme levou o prêmio de Melhor Trilha Sonora no Satellite Awards e teve várias indicações em premiações de entretenimento da época, consolidando-se como um sucesso de público e crítica.

Curiosidades que fazem a diferença

Sempre gosto de observar os detalhes que passam batido. Por exemplo, a atriz Faye Dunaway, que foi a protagonista na versão original de 1968, aparece aqui fazendo o papel da psiquiatra de Crown. É uma passagem de bastão bem elegante.

Outra coisa bacana é a referência ao quadro "O Filho do Homem", de René Magritte. Aquela imagem do homem de chapéu-coco com a maçã no rosto é usada de uma forma brilhante no clímax do filme. Ah, e se você gosta de barcos e adrenalina, as cenas com o catamarã foram filmadas com o próprio Brosnan em boa parte do tempo, sem dublês em alguns trechos de navegação.

Por que você deveria assistir hoje

No fim das contas, Thomas Crown: A Arte do Crime é sobre estilo. É um filme que envelheceu muito bem porque não depende de tecnologia de ponta, mas de inteligência e carisma. Pierce Brosnan talvez nunca tenha estado tão confortável em um papel quanto aqui, e Rene Russo entrega uma personagem feminina forte, decidida e que não fica à sombra de ninguém.

Se você quer ver um assalto impecável, diálogos rápidos e uma estética que transborda luxo sem ser cafona, esse filme é a escolha certa. É o tipo de cinema que te faz querer tomar um bom vinho e planejar algo audacioso — mesmo que seja só mudar a decoração da sala.



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