Pesquisar este blog

31 janeiro 2026

Agora Estamos Sozinhos

 

Sabe aquele tipo de filme que te faz pensar no silêncio? Assisti recentemente a Agora Estamos Sozinhos (o título original é I Think We're Alone Now) e a experiência foi bem diferente do que eu esperava de uma ficção científica pós-apocalíptica. Se você está cansado de explosões e correria desenfreada, esse aqui segue um ritmo bem mais contido e direto ao ponto.

Vou te contar o que achei e passar os detalhes técnicos para você decidir se vale o seu tempo, sem entregar nada da história.

Do que se trata Agora Estamos Sozinhos?

A premissa é simples e sem enrolação. O mundo acabou, mas não espere explicações detalhadas sobre vírus ou alienígenas. O foco é Del, interpretado pelo Peter Dinklage, um cara que parece estar lidando muito bem com o fato de ser, teoricamente, a última pessoa na Terra. Ele vive em uma cidade pequena, limpa as casas, organiza a biblioteca e mantém uma rotina rigorosa.

Tudo vai bem no isolamento dele até que surge a Grace, vivida pela Elle Fanning. Ela é o oposto dele: caótica e barulhenta. O filme basicamente observa como esses dois indivíduos tentam coexistir em um planeta vazio. É uma narrativa visual, com poucos diálogos, o que eu pessoalmente prefiro em filmes desse gênero.

Quem está por trás das câmeras e no elenco

O filme foi lançado oficialmente em setembro de 2018 e tem uma assinatura visual muito forte. A direção é da Reed Morano, que também foi a diretora de fotografia. Isso explica por que cada cena parece um quadro planejado. Ela já é bem conhecida pelo trabalho em The Handmaid's Tale, então dá para esperar aquela estética bem cuidada.

No elenco, o peso fica quase todo nos ombros do Peter Dinklage e da Elle Fanning. O Dinklage entrega aquela atuação contida, de poucas palavras, que funciona perfeitamente para um personagem que prefere a solidão. A química entre os dois é estranha no início, mas evolui de um jeito que faz sentido dentro daquele cenário desolador.

Bastidores: onde foi gravado e a trilha sonora

Se você curte saber onde a mágica acontece, a produção usou locações no estado de Nova York para criar aquela atmosfera de cidade fantasma. Lugares como Hastings-on-Hudson e Haverstraw serviram de cenário. O interessante é que não parece um set de filmagem, mas sim lugares reais que foram simplesmente abandonados.

A trilha sonora foi composta por Adam Taylor. Ele seguiu a linha da diretora e criou algo que preenche os vazios sem ser invasivo. É o tipo de som que ajuda a construir a tensão e o isolamento sem que você precise de um susto a cada cinco minutos para prestar atenção.

Notas, prêmios e curiosidades que você precisa saber

Para quem se baseia em números, a nota no IMDb hoje gira em torno de 5.7. Eu diria que é uma nota um pouco baixa para a qualidade técnica do filme, mas entendo que o ritmo lento não agrada todo mundo. Se você gosta de filmes "slow burn", ignore a nota e foque na experiência.

Aqui vão alguns pontos rápidos sobre o filme:

  • Premiações: O filme levou o Prêmio Especial do Júri por Excelência em Cinema no Festival de Sundance, o que já dá um selo de qualidade para quem curte cinema independente.

  • Título: O nome original, I Think We're Alone Now, é uma referência direta à música famosa dos anos 60 (regravada nos anos 80 pela Tiffany), que acaba aparecendo de um jeito interessante na trama.

  • Curiosidade: Peter Dinklage não apenas estrela, mas também é um dos produtores do longa. Ele realmente acreditou no projeto.

Se você está procurando algo para ver no fim de semana que fuja do óbvio e não tem medo de um filme que valoriza o silêncio, Agora Estamos Sozinhos é uma escolha sólida. É uma visão mais realista, ou talvez menos heróica, de como seria sobrar no mundo.



MIB: Homens de Preto – Internacional

 

Se você cresceu nos anos 90, sabe que o terno preto e os óculos escuros são ícones culturais. Em 2019, a franquia tentou expandir o horizonte com MIB: Homens de Preto – Internacional (título original: Men in Black: International). Assisti ao filme focado na dinâmica da dupla principal e na tentativa de dar um ar global para a agência que monitora alienígenas.

Aqui está um resumo direto ao ponto sobre o que você precisa saber antes de dar o play.

O novo elenco e a direção por trás das câmeras

Dessa vez, saem Will Smith e Tommy Lee Jones e entra a química já testada em Thor: Ragnarok: Chris Hemsworth (Agente H) e Tessa Thompson (Agente M). O filme foi dirigido por F. Gary Gray, o mesmo cara de Velozes e Furiosos 8, o que explica o ritmo acelerado e as cenas de ação mais explosivas.

Lançado em 14 de junho de 2019, o longa tenta equilibrar o humor ácido com aquela pegada de investigação tecnológica que a gente já conhece. No elenco, ainda temos nomes de peso como Liam Neeson, vivendo o chefão da filial de Londres, e Emma Thompson reprisando seu papel como Agente O.

Locações globais e a nota no IMDB

O nome "Internacional" não é enfeite. A produção rodou o mundo para trazer cenários variados, saindo do eixo exclusivo de Nova York. As filmagens passaram por:

  • Londres: A base principal da agência.

  • Marrocos: Com cenas excelentes no deserto e nos mercados de Marrakech.

  • Itália: Incluindo a belíssima Ischia, na costa napolitana.

Sobre a recepção, sendo bem honesto: o filme divide opiniões. No IMDB, ele segura uma nota média de 5.6/10. Não é uma obra-prima do cinema, mas cumpre o papel de entretenimento descompromissado para um domingo à tarde.

Trilha sonora e o visual técnico

A trilha sonora ficou nas mãos de Danny Elfman e Chris Bacon. Elfman é o cara que criou o tema original de MIB, então ele sabe exatamente como manter aquela aura de mistério e tecnologia. O som é familiar, mas com arranjos que combinam com a pegada mais moderna dessa sequência.

Em termos de premiações, o filme não chegou a levar estatuetas de grandes academias, mas foi indicado a prêmios de público e design, como o People's Choice Awards e o Teen Choice Awards, muito por conta do carisma do Hemsworth e da Tessa.

Curiosidades que você talvez não saiba

Todo filme de MIB tem seus segredos de bastidores. Separei três pontos interessantes:

  1. O carro voador: O clássico Ford LTD Crown Victoria deu lugar a um Lexus RC F, recheado de armas escondidas nos retrovisores e calotas.

  2. Easter Eggs: Fique de olho nas pinturas e quadros nas paredes da agência; há referências diretas aos agentes J e K (Will Smith e Tommy Lee Jones).

  3. Visual dos Aliens: O filme usou uma mistura de efeitos práticos e CGI de ponta para criar os novos ETs, tentando manter o estilo "esquisito e funcional" dos filmes originais.

No geral, é uma aventura que expande o universo sem inventar muito a roda. Vale pela ação e pela interação da dupla protagonista.