Cara, se você curte aquele tipo de filme que mistura ficção científica com o puro caos da natureza (e um toque de conspiração política), Tempestade: Planeta em Fúria (ou Geostorm, no original) é um prato cheio. Eu assisti recentemente e resolvi dissecar os pontos principais aqui pra você saber se vale o seu tempo.
Lançado em 20 de outubro de 2017, o filme marca a estreia de Dean Devlin na direção de longas. O cara já era conhecido por produzir Independence Day, então você já imagina o tamanho da escala do desastre que ele tentou trazer pra tela.
O que rola na trama de Tempestade: Planeta em Fúria
A premissa é direta ao ponto: o clima da Terra pirou de vez e a humanidade criou uma rede de satélites chamada "Dutch Boy" para controlar o tempo. O problema começa quando essa solução vira a maior ameaça. Alguém — ou algo — começa a usar o sistema como arma, e a gente vê cidades sendo congeladas ou fritas em questão de segundos.
O protagonista é o Jake Lawson, interpretado pelo Gerard Butler. Ele faz aquele papel clássico do cara genial, meio turrão, que não segue regras mas é o único que pode consertar a bagunça lá no espaço. No elenco, ainda temos o Jim Sturgess, fazendo o irmão mais novo e diplomata, e a Abbie Cornish como a agente do Serviço Secreto que chuta bundas.
Detalhes técnicos e recepção
Se você é do tipo que olha os números antes de dar o play, o filme tem uma nota de 5.3 no IMDb. Sendo bem sincero: não é um filme de Oscar. É aquele entretenimento de ação feito pra ver com um balde de pipoca, sem precisar fritar muito o cérebro com física teórica complexa.
Premiações: Como era de se esperar, não levou nenhuma estatueta de peso, mas foi indicado em algumas categorias técnicas de efeitos visuais em premiações menores.
Trilha Sonora: A música ficou por conta de Lorne Balfe. Ele segue aquela linha épica e tensa, que ajuda a ditar o ritmo das cenas de destruição global.
Locações de filmagem: Grande parte do filme foi rodada em Nova Orleans, nos EUA. Curiosamente, algumas cenas da NASA foram filmadas em instalações reais da agência, o que dá um ar de autenticidade no meio de tanto CGI.
Curiosidades que você talvez não saiba
Uma coisa que pouca gente sabe é que o filme passou por uma produção bem conturbada. Depois das primeiras exibições de teste, o estúdio não curtiu o resultado e gastou milhões em refilmagens. Eles chegaram a trazer o produtor Jerry Bruckheimer e o diretor Danny Cannon para mudar partes significativas da história e até trocar personagens.
Outro ponto interessante é que o orçamento passou dos 120 milhões de dólares. Você vê esse dinheiro na tela, principalmente nas cenas em que Dubai é atingida por um tsunami ou Hong Kong sofre com explosões de calor. É um espetáculo visual honesto para quem gosta de destruição em larga escala.
Por que assistir (ou não) este filme
No fim das contas, Geostorm entrega exatamente o que promete no trailer. Se você busca uma narrativa masculina, focada em solução de problemas e ação constante, vai gostar. Não espere um drama profundo sobre a condição humana; o foco aqui é a sobrevivência e a tecnologia saindo de controle.
É um filme de "herói operário" no espaço. O Jake Lawson não tem superpoderes, ele só conhece as máquinas melhor do que ninguém e tem a coragem de subir lá pra desligar o interruptor enquanto o mundo acaba lá embaixo.