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01 março 2026

Tempestade: Planeta em Fúria

 

Cara, se você curte aquele tipo de filme que mistura ficção científica com o puro caos da natureza (e um toque de conspiração política), Tempestade: Planeta em Fúria (ou Geostorm, no original) é um prato cheio. Eu assisti recentemente e resolvi dissecar os pontos principais aqui pra você saber se vale o seu tempo.

Lançado em 20 de outubro de 2017, o filme marca a estreia de Dean Devlin na direção de longas. O cara já era conhecido por produzir Independence Day, então você já imagina o tamanho da escala do desastre que ele tentou trazer pra tela.

O que rola na trama de Tempestade: Planeta em Fúria

A premissa é direta ao ponto: o clima da Terra pirou de vez e a humanidade criou uma rede de satélites chamada "Dutch Boy" para controlar o tempo. O problema começa quando essa solução vira a maior ameaça. Alguém — ou algo — começa a usar o sistema como arma, e a gente vê cidades sendo congeladas ou fritas em questão de segundos.

O protagonista é o Jake Lawson, interpretado pelo Gerard Butler. Ele faz aquele papel clássico do cara genial, meio turrão, que não segue regras mas é o único que pode consertar a bagunça lá no espaço. No elenco, ainda temos o Jim Sturgess, fazendo o irmão mais novo e diplomata, e a Abbie Cornish como a agente do Serviço Secreto que chuta bundas.

Detalhes técnicos e recepção

Se você é do tipo que olha os números antes de dar o play, o filme tem uma nota de 5.3 no IMDb. Sendo bem sincero: não é um filme de Oscar. É aquele entretenimento de ação feito pra ver com um balde de pipoca, sem precisar fritar muito o cérebro com física teórica complexa.

  • Premiações: Como era de se esperar, não levou nenhuma estatueta de peso, mas foi indicado em algumas categorias técnicas de efeitos visuais em premiações menores.

  • Trilha Sonora: A música ficou por conta de Lorne Balfe. Ele segue aquela linha épica e tensa, que ajuda a ditar o ritmo das cenas de destruição global.

  • Locações de filmagem: Grande parte do filme foi rodada em Nova Orleans, nos EUA. Curiosamente, algumas cenas da NASA foram filmadas em instalações reais da agência, o que dá um ar de autenticidade no meio de tanto CGI.

Curiosidades que você talvez não saiba

Uma coisa que pouca gente sabe é que o filme passou por uma produção bem conturbada. Depois das primeiras exibições de teste, o estúdio não curtiu o resultado e gastou milhões em refilmagens. Eles chegaram a trazer o produtor Jerry Bruckheimer e o diretor Danny Cannon para mudar partes significativas da história e até trocar personagens.

Outro ponto interessante é que o orçamento passou dos 120 milhões de dólares. Você vê esse dinheiro na tela, principalmente nas cenas em que Dubai é atingida por um tsunami ou Hong Kong sofre com explosões de calor. É um espetáculo visual honesto para quem gosta de destruição em larga escala.

Por que assistir (ou não) este filme

No fim das contas, Geostorm entrega exatamente o que promete no trailer. Se você busca uma narrativa masculina, focada em solução de problemas e ação constante, vai gostar. Não espere um drama profundo sobre a condição humana; o foco aqui é a sobrevivência e a tecnologia saindo de controle.

É um filme de "herói operário" no espaço. O Jake Lawson não tem superpoderes, ele só conhece as máquinas melhor do que ninguém e tem a coragem de subir lá pra desligar o interruptor enquanto o mundo acaba lá embaixo.



O Mensageiro

 

Se você está procurando um filme que foge do óbvio e te deixa pensando por dias, O Mensageiro (título original: The Vessel) é uma daquelas pérolas que muita gente deixa passar. Eu assisti recentemente e resolvi colocar no papel o que faz essa obra ser tão magnética, sem entregar o ouro ou estragar a sua experiência com spoilers.

O cenário e a direção de O Mensageiro

Logo de cara, o que me chamou a atenção foi a estética do filme. Ele foi filmado em Porto Rico, especificamente em locais que transmitem uma sensação de isolamento e beleza rústica. A direção fica por conta de Julio Quintana, que estreou com o pé direito aqui.

O cara tem uma visão muito clara: ele não quer te dar respostas prontas. Ele te joga em uma vila que foi devastada por um tsunami anos atrás, onde as crianças morreram e o tempo parece ter congelado no luto. É um ambiente pesado, mas visualmente incrível. Um ponto curioso é que o filme foi produzido pelo lendário Terrence Malick, e dá para sentir esse DNA na fotografia contemplativa e no ritmo mais cadenciado.

O elenco e a trama central

O filme é carregado por Lucas Quintana, que interpreta Leo, o protagonista que "volta à vida" após um acidente. A atuação dele é contida, direta, sem excessos dramáticos, o que combina muito com o tom que eu gosto em um filme. Ao lado dele, temos ninguém menos que Martin Sheen, interpretando o padre da vila.

Sheen traz aquela autoridade natural dele, tentando manter a ordem em um lugar onde a fé foi estilhaçada. A dinâmica entre o jovem que sobreviveu e o padre que tenta dar sentido ao inexplicável é o motor da história. Lançado originalmente em 2016, o longa consegue manter uma tensão constante sobre se o que está acontecendo é um milagre ou apenas um acaso do destino.

Dados técnicos de O Mensageiro:

  • Título Original: The Vessel

  • Data de Lançamento: 16 de setembro de 2016 (EUA)

  • Diretor: Julio Quintana

  • Elenco Principal: Lucas Quintana, Martin Sheen, Jacqueline Duprey

  • Nota IMDb: Atualmente flutua na casa dos 5.9 a 6.0, o que eu considero uma injustiça, já que é um filme de nicho que exige mais atenção do espectador médio.

Trilha sonora e o impacto das premiações

A trilha sonora é outro ponto que merece destaque. Ela não tenta ditar o que você deve sentir; ela apenas flutua ao fundo, reforçando o isolamento daquela vila costeira. É o tipo de som que você não percebe que está lá até que ele para, e o silêncio se torna ensurdecedor.

Sobre premiações, o filme circulou bem em festivais independentes e recebeu elogios principalmente pela sua cinematografia e pela coragem de abordar temas espirituais de forma tão crua. Não é um blockbuster feito para ganhar Oscar de efeitos especiais, é um cinema de arte feito para incomodar e questionar.

Curiosidades que você precisa saber

Uma das coisas mais interessantes sobre a produção é que O Mensageiro foi filmado simultaneamente em duas línguas: inglês e espanhol. Não foi dublado; os atores gravavam a cena em um idioma e logo em seguida repetiam tudo no outro. Isso mostra o nível de compromisso do elenco com a autenticidade da história.

Além disso, a vila onde o filme se passa parece um personagem à parte. As locações em Porto Rico ajudam a vender a ideia de um lugar esquecido por Deus, onde a estrutura física das casas reflete o estado emocional dos moradores.

Se você curte um cinema que te respeita como espectador e não mastiga cada detalhe da trama, vale o play. É um filme sobre trauma, recomeço e a busca por sentido em meio ao caos.