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01 fevereiro 2026

O Que Fazer?

 

Cara, se tem um filme que te faz pensar no valor do tempo sem precisar de um discurso motivacional barato, esse filme é The Angriest Man in Brooklyn (ou O Que Fazer?, aqui no Brasil).

Sabe aquele dia em que tudo dá errado e você só quer mandar o mundo pastar? O personagem principal vive nesse estado 24 horas por dia. Assisti ao filme recentemente e resolvi organizar os pontos principais para você decidir se vale o play.

O que esperar da história e a direção de Phil Alden Robinson

Lançado em 23 de maio de 2014, o longa é dirigido por Phil Alden Robinson. A premissa é direta: Henry Altmann é um sujeito amargurado que, após um exame, recebe a notícia (por um erro médico) de que tem apenas 90 minutos de vida.

A partir daí, o filme vira uma corrida frenética por Nova York. Não espere uma jornada heróica; é mais sobre um cara comum tentando consertar uma vida inteira de erros em pouco mais de uma hora. É um drama com pitadas de humor ácido que coloca o espectador naquela posição desconfortável de pensar: "e se fosse comigo?".

O peso do elenco e a nota no IMDb

O que segura a onda aqui é o elenco. Ter Robin Williams como protagonista já diz muita coisa. Ele entrega aquele mix de fúria e vulnerabilidade que poucos sabiam fazer. Ao lado dele, temos Mila Kunis, que interpreta a médica exausta que solta a mentira dos 90 minutos, além de Peter Dinklage (o Tyrion de Game of Thrones) e Melissa Leo.

Sobre a recepção:

  • Título Original: The Angriest Man in Brooklyn

  • Nota IMDb: 5.7/10

  • Premiações: O filme não foi um "papa-prêmios" de festivais, sendo uma produção mais contida e focada no público que curte dramas urbanos reflexivos.

A nota do IMDb pode parecer baixa, mas honestamente? O público costuma ser mais generoso que a crítica nesse caso, justamente pela conexão emocional com o Robin Williams.

Trilha sonora e as locações em Nova York

A ambientação é um personagem à parte. O filme foi rodado inteiramente em locações reais no Brooklyn e em Manhattan, o que dá um tom sujo e realista para a narrativa. Você sente o caos do trânsito e o aperto das ruas de Nova York enquanto o Henry corre contra o relógio.

A trilha sonora, composta por Mateo Messina, cumpre bem o papel. Ela não tenta ditar o que você deve sentir, mas mantém o ritmo de urgência da trama. É o tipo de som que acompanha o passo acelerado de quem não tem tempo a perder.

Curiosidades que você precisa saber

O filme tem algumas camadas interessantes que vão além da tela:

  1. Remake: Muita gente não sabe, mas ele é baseado em um filme israelense de 1997 chamado The 90 Minute Dialogue.

  2. Um dos últimos de Robin Williams: Esse foi um dos últimos filmes lançados enquanto o ator ainda estava vivo, o que dá um peso extra para as falas sobre mortalidade.

  3. Peter Dinklage e Mila Kunis: A dinâmica entre os personagens secundários ajuda a tirar o foco apenas do Henry, mostrando como a raiva de uma pessoa afeta todo o entorno.

No fim das contas, The Angriest Man in Brooklyn não é uma obra-prima técnica, mas é um filme honesto. Ele te joga na cara que o tempo está passando e que a raiva, no fim das contas, é só um desperdício de energia.



Vingança

 

Vou te mandar a real sobre Vingança (ou The Assignment), aquele filme de 2016 que divide opiniões, mas que entrega uma premissa, no mínimo, curiosa. Se você curte um bom filme de ação com uma pegada noir e não tem frescura com tramas meio fora da caixa, vale a pena entender o que rola aqui.

O que você precisa saber sobre Vingança (2016)

O filme, cujo título original é The Assignment (também conhecido por aí como Tomboy), chegou aos cinemas em setembro de 2016. A direção ficou nas mãos de Walter Hill, um cara que já é veterano no gênero de ação.

A história gira em torno de Frank Kitchen, interpretado pela Michelle Rodriguez. Kitchen é um matador de aluguel que acaba caindo em uma cilada armada por uma cirurgiã brilhante e meio perturbada, vivida pela Sigourney Weaver. O elenco ainda conta com Tony Shalhoub e Anthony LaPaglia, fechando um time de peso que sustenta bem a narrativa.

A trama e a nota no IMDB

Sem entregar o ouro e estragar a sua experiência, a pegada é a seguinte: Frank Kitchen acorda e descobre que passou por uma cirurgia de redesignação sexual forçada. É aí que o bicho pega. O filme vira uma busca frenética por quem fez isso e, claro, o acerto de contas.

Se a gente olhar para a recepção do público, o filme tem uma nota 4.6 no IMDB. É uma média baixa, eu sei, mas tem um detalhe: muita gente avaliou o filme pelo tema polêmico e não pela execução técnica. Como um "exploitation movie" moderno, ele entrega exatamente o que promete: ação seca, diálogos diretos e aquela estética de quadrinhos.

Detalhes técnicos e prêmios:

  • Diretor: Walter Hill

  • Trilha Sonora: A música é assinada por Giorgio Moroder e Raney Shockne. Tem aquele sintetizador que dita o ritmo tenso das cenas.

  • Locações: Grande parte das filmagens rolou em Vancouver, no Canadá, que serviu perfeitamente para o clima urbano e sombrio da história.

  • Premiações: Não foi um filme de levar estatuetas para casa em grandes festivais, mas marcou presença em seleções como o Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF).

Por que Michelle Rodriguez aceitou o papel?

Uma das maiores curiosidades de Vingança é a transformação da Michelle Rodriguez. Ela passou horas na cadeira de maquiagem para convencer como a versão masculina de Frank Kitchen antes da cirurgia. Ela comentou em entrevistas que o desafio de interpretar um homem — e depois uma mulher com mente de homem — foi o que a atraiu para o projeto.

O filme usa transições que lembram páginas de HQs, o que ajuda a dar um tom menos realista e mais "fantasia de vingança". É um estilo que Walter Hill domina bem e que ajuda a engolir as partes mais improváveis do roteiro.

Vale a pena assistir hoje em dia?

Se você busca um filme profundo, com lições de vida e debates sociológicos complexos, talvez esse não seja o seu número. Agora, se você quer ver um filme de ação "direto ao ponto", com uma premissa que parece saída de um gibi antigo e atuações de atrizes que sabem o que estão fazendo, dá o play.

The Assignment é bruto, não pede desculpas pelo que é e cumpre o papel de entretenimento para uma noite de tédio. Não é uma obra-prima, mas tem personalidade.