Se você está procurando um filme que entrega uma história sólida sem precisar de artifícios mirabolantes, Uncle Frank (no Brasil, Tio Frank) é uma escolha certeira. Eu assisti recentemente e o que mais me chamou a atenção foi a forma como o roteiro conduz uma viagem física e emocional pelos Estados Unidos da década de 70. Não é um filme que tenta te ganhar pelo sentimentalismo barato, mas sim pela honestidade dos fatos.
O filme, que estreou no dia 25 de novembro de 2020 diretamente no Amazon Prime Video, foca na relação entre Beth, uma jovem que quer sair da bolha da Carolina do Sul, e seu tio Frank, um professor universitário que vive em Nova York. A trama engrena de vez quando os dois precisam pegar a estrada para um funeral em sua cidade natal.
De onde veio e quem está no elenco de Tio Frank
O comando dessa história está nas mãos de Alan Ball, um cara que entende muito de dramas familiares complexos (ele é o nome por trás de Beleza Americana e Six Feet Under). Aqui, ele mantém o título original como Uncle Frank e entrega uma direção contida, deixando o peso para as atuações.
No elenco, o destaque absoluto é Paul Bettany, que entrega um Frank contido e intelectualizado. Ao lado dele, Sophia Lillis faz a Beth, servindo como nossos olhos nessa jornada. Outro ponto forte é Peter Macdissi, que interpreta Wally, um personagem que traz um contraponto necessário à sobriedade do Frank. Ainda temos nomes como Steve Zahn e Judy Greer fechando um time de apoio muito competente.
A vibe dos anos 70 e as locações de filmagem
Uma das coisas que mais me agradou foi a ambientação. O filme se passa em 1973 e a equipe de arte mandou muito bem. As locações de filmagem foram concentradas na Carolina do Norte, principalmente em Wilmington. Você sente o calor do sul dos Estados Unidos e o contraste com a sobriedade dos apartamentos de Nova York daquela época.
A trilha sonora também não fica atrás. Composta por Nathan Barr, ela complementa bem as cenas de estrada. Não espere um musical, mas sim uma música ambiente que dita o ritmo da viagem sem atropelar os diálogos. É o tipo de som que você espera ouvir em uma rádio AM de um carro antigo enquanto atravessa estados.
O que a crítica e o público acharam do filme
Se você é do tipo que olha os números antes de dar o play, saiba que o filme tem uma recepção bem honesta. A nota IMDb atualmente gira em torno de 7.3, o que é uma excelente média para um drama desse estilo. No agregador Rotten Tomatoes, a aprovação do público também costuma ser alta, o que mostra que a história ressoa com quem assiste.
Em termos de premiações, Uncle Frank não passou em branco. Ele foi indicado ao Emmy de Melhor Telefilme em 2021 e venceu o GLAAD Media Award na categoria de Melhor Filme para TV. São selos de qualidade que confirmam que o roteiro do Alan Ball não está ali para brincadeira.
Bastidores e curiosidades que valem o play
Existem alguns detalhes sobre a produção que tornam a experiência mais rica. Por exemplo:
Conexão Pessoal: Alan Ball escreveu o roteiro inspirado em conversas que teve com sua própria família e em experiências de sua vida, o que explica por que os diálogos parecem tão reais.
Paul Bettany: O ator aceitou o papel quase imediatamente após ler o roteiro, sentindo uma conexão forte com a sobriedade e os conflitos do personagem.
Ritmo de Estrada: O filme é um "road movie" clássico. A estrutura segue o padrão de que a viagem é mais importante que o destino, o que ajuda a manter a narrativa fluida.
No fim das contas, Uncle Frank é um filme sobre as coisas que carregamos e como decidimos lidar com elas. É um drama maduro, bem filmado e que respeita a inteligência de quem está assistindo. Se você quer algo direto ao ponto e com boas atuações, pode colocar na sua lista.
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